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A missão de retorno, acompanhada por Forces israelenses após decisão da Alta Corte de Israel que determinou que a família deveria ser autorizada a voltar, não foi concluída porque os colonos atacaram o local, atiraram pedras e incendiaram dois imóveis e o carro da família, conforme vídeos e relatos citados pela BBC.
Testemunhas e o próprio Mahmoud disseram à BBC que, ao entrar, foram atacados por colonos que começaram a atirar pedras. A família relatou ainda que os colonos coordinaram a ação por grupos em aplicativos de mensagens. Segundo o relato, foram mais de 150 colonos em determinado momento, mas o número total relatado pelo Exército foi de mais de 100.
As Forces israelenes reagiram com gás lacrimogêneo e, conforme a família, alguns soldados usaram spray de pimenta para contê‑los e retirar os moradores em segurança. Durante a retirada, os colonos cortaram os pneus de uma viatura e incendiaram o carro da família; em seguida atearam fogo às duas casas.
O Exército israelense (IDF) disse que 'mais de 100 arruaceiros' bloquearam estradas, queimaram pneus e lançaram pedras contra as Forces de segurança; informou também que três policiais ficaram levemente feridos e um veículo das Forces foi danificado. Em nota citada pela BBC, o IDF descreveu a família como vítima de 'crime nacional' e afirmou que a missão de retorno não foi completada devido à violência.
O primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu condenou os ataques às Forces de segurança e pediu que os responsáveis fossem processados. A polícia israelense informou ter prendido três pessoas suspeitas de envolvimento nos ataques, segundo a BBC.
A BBC também relata que, no mesmo período, ao menos 82 palestinos foram mortos na Cisjordânia neste ano em incidentes envolvendo Forces israelenses e colonos, e quatro israelenses foram mortos; 23 mortes palestinas foram registradas no contexto de ataques de colonos, segundo dados mencionados pela reportagem.
Não há na fonte detalhes sobre a identidade dos presos ou sobre medidas adicionais das autoridades israelenses para proteger a família al‑Tubasi no futuro. Tampouco há confirmação na reportagem de responsabilizações judiciais específicas decorrentes deste episódio, além das prisões mencionadas pela polícia.