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Existe uma nova versão do Grêmio em campo. Desde o Gre-Nal, com Willian em campo, o time mostrou uma capacidade que ainda não tinha dado as caras no Brasileirão. O ingresso do meia-atacante foi a última cartada da comissão técnica para encontrar melhor rendimento da equipe. E a aposta, até o momento, se mostrou capaz de fazer a produção desejada aparecer.
Em apenas 132 minutos, divididos em duas partidas, Willian apresentou suas credenciais ao torcedor. Além da assistência no Gre-Nal para o gol de André Henrique, o meia-atacante teve participação ativa no lance que teve o cruzamento de Marlon para o gol de Carlos Vinícius. Uma evolução que empolgou pelo bom início.
— Além da experiência, é um jogador de Europa e da Seleção Brasileira, isso conta muito para o grupo. É um vencedor. Chega, coloca a camisa e joga. Tem muita qualidade. A bola não queima no pé dele. Ele sabe o que fazer. Quem está do lado dele, se sente mais confiante e seguro. Além da parte técnica, ajuda os jogadores de nível mais baixo a ter mais segurança. Faz isso para a equipe. Estreou um Gre-Nal e foi muito bem. Aqui no RS, quem vai bem no clássico ganha ponto. É esse somatório todo de fatores — comenta Arílson, ex-meia do Grêmio.
Mas além da contribuição mais clara aos olhos do torcedor, como a assistência no clássico, a influência no rendimento do jogador também aparece nas métricas mais aprofundadas.
Segundo dados do Sofascore, o Grêmio melhorou em alguns dos indicadores ofensivos com o reforço. Nos 17 jogos de Mano no Brasileirão até a estreia de Willian, o Grêmio tinha como média duas chances de gol por jogo. Média de 10,6 finalizações por jogo e 15,9 ações no terço final do campo. No Gre-Nal e contra o Botafogo, com o ingresso do meia-atacante na equipe, os números melhoraram. O time teve três chances de gol por partida, em média, e 11,5 finalizações. O número de ações no terço final subiu para 17.
— Ele deu um choque de qualidade. É um cara de excelente tomada de decisão. É hora de passar? Ele passa. É hora de driblar? Ele dribla. É hora de girar pra cá? Ele gira. É um cara que tem um conhecimento de campo muito grande. Ainda não tem aquela tranquilidade de botar na frente e saber que vai chegar. Então, ele não pode ficar no mano a mano. O físico, com o marcador dele, ele precisa, na técnica, ganhar uma certa vantagem — aponta Sérgio Xavier, comentarista do SporTV.
Depois de ter minutagem controlada no Gre-Nal e no empate com o Botafogo, Willian projetou completar os 90 minutos contra o Vitória neste domingo.
— A programação era jogar 60 minutos contra o Inter. Um pouco mais contra o Botafogo. Assim ir evoluindo. É meu segundo jogo após quase quatro meses sem jogar. Agora espero atuar um pouco mais contra o Vitória, chegar aos 90 minutos. É esse o meu objetivo — disse o jogador, ao final da partida da última quarta-feira.
Além do meia-atacante, Mano contará com a participação de outro reforço da janela de julho para reforçar o time contra o Vitória. Arthur, após cumprir suspensão contra o Botafogo, será opção para jogar ao lado de Cuéllar neste domingo (28).
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