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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou em 9 de setembro de 2026 que a escolha do diretor-geral da Polícia Federal deve partir de uma lista tríplice preparada pelos próprios delegados, segundo CGN da Agência Estado Publicado pela CGN.
O anúncio ocorreu após perguntas sobre a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restabelecer Andrei Rodrigues no comando da corporação. Cury evitou avaliar diretamente a decisão do ministro, dizendo: “Eu não vou questionar a questão do Flávio Dino”.
Na proposta apresentada, os delegados federais escolheriam três nomes e o presidente faria a indicação entre esses três. “Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais, escolhida pelos próprios delegados federais, e o presidente escolhe um delegado a partir desta lista tríplice”, afirmou Cury, segundo a Agência Estado.
Cury justificou a medida como forma de aumentar a autonomia da instituição. “É muito mais justo, é muito mais independente, porque a Polícia Federal é uma polícia de Estado, não é uma polícia de governo, não é uma polícia de partido”, declarou, segundo CGN.
Além de se abster de criticar explicitamente a decisão de Flávio Dino, Cury fez uma observação sobre a imagem da Corte: “O que está ocorrendo faz com que cada vez mais o STF esteja em níveis muito baixos de valorização por parte da sociedade brasileira”, disse, segundo a Agência Estado.