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O cenário econômico foi marcado por um clima de nervosismo tanto no ambiente doméstico quanto no externo. Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,193, registrando uma alta de 0,47%.
Este resultado coloca a moeda norte-americana em seu nível mais elevado desde o final de agosto. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 0,99%, terminando o pregão abaixo dos 184 mil pontos.
Acompanhe a seguir os principais fatores que impulsionaram essa movimentação nos mercados e o impacto das decisões do Banco Central diante do cenário de aversão ao risco.
A valorização do dólar foi impulsionada pela busca por segurança dos investidores frente aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O rendimento dos papéis de dez anos atingiu 5,2209%, patamar não visto desde 2007, o que estimula a fuga de capital de países emergentes como o Brasil.
Além disso, o mercado reagiu com preocupação à inflação americana e à perspectiva de que o Federal Reserve mantenha as taxas de juros em níveis elevados por mais tempo. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas, também apresentou alta.
Outro fator que pesou nos negócios foi o avanço do petróleo. O barril do tipo Brent subiu 3,41%, sendo cotado a US$ 106,60, enquanto o WTI avançou 2,65%, chegando a US$ 94,61. A alta reflete incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã.
O temor de que a instabilidade no Estreito de Ormuz prejudique o transporte da commodity gera receios sobre pressões inflacionárias globais. Combustíveis mais caros costumam encarecer a logística e impactar diretamente os índices de preços ao consumidor.
Para conter a volatilidade, o Banco Central realizou a venda de US$ 1 bilhão em dois leilões de linha, aumentando a oferta de moeda estrangeira no mercado. A medida buscou garantir liquidez diante da pressão cambial observada ao longo do dia.
Internamente, o mercado também digeriu novas projeções. O Banco Central reduziu a estimativa de crescimento do PIB para 2026, passando de 2% para 1,8%. Paralelamente, o governo elevou a previsão de déficit efetivo para o mesmo ano, fixando-o em R$ 80,9 bilhões.
Para facilitar a compreensão do cenário atual, observe os números principais do fechamento desta quinta-feira (24):
Dólar à vista: R$ 5,1931 (+0,47%)
Ibovespa: 183.965,91 pontos (-0,99%)
Petróleo Brent: US$ 106,60 (+3,41%)
Dólar no ano: queda acumulada de 5,39%
Por que o dólar subiu no Brasil? A alta foi reflexo da aversão ao risco no mercado externo, impulsionada pelo aumento dos juros dos títulos públicos dos EUA, que atrai investidores para o mercado americano em detrimento de países emergentes.
O que é o leilão de linha realizado pelo Banco Central? É uma operação em que o BC vende dólares com o compromisso de recomprá-los no futuro, servindo para aumentar a oferta de moeda estrangeira e melhorar a liquidez no mercado doméstico.
Como a alta do petróleo afeta a economia? O petróleo mais caro pode pressionar a inflação global, pois encarece combustíveis e custos de transporte, o que pode forçar bancos centrais a manterem juros altos por mais tempo.
O que motivou a queda da Bolsa de Valores? O Ibovespa caiu devido à piora do ambiente internacional, que diminuiu o apetite por ativos de risco, somada às incertezas fiscais internas após a divulgação de novas projeções de déficit pelo governo brasileiro.
O dólar está em alta no ano de 2026? Não. Apesar da valorização recente, o dólar ainda acumula uma queda de 5,39% no ano de 2026, conforme os dados da fonte consultada.