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Uma mulher de 30 anos está internada em estado gravíssimo no hospital de Curitiba, após ser baleada pelo ex-marido. Dias antes do ataque, ela fez uma denúncia à Polícia Militar (PM) sobre o descumprimento de uma medida protetiva que possuía contra o homem, mas teria sido informada pelos policiais de que “nada poderia ser feito”.
O caso que resultou na tentativa de feminicídio ocorreu menos de um mês após a denúncia feita no dia 31 de julho, quando a vítima apresentou a medida protetiva aos policiais. Segundo o boletim de ocorrência (B.O), a abordagem policial foi feita por uma equipe do 12º BPM que alegou que a intervenção caberia ao 23º BPM, responsável territorialmente pela área onde o descumprimento ocorreu.
Conforme o registro policial, a mulher relatou aos policiais que seu ex-marido estava na porta de seu salão e descumprindo a medida protetiva. Ela mostrou a ordem judicial em PDF no celular, mas recebeu a orientação de que o 12º BPM não poderia agir por se tratar de área de responsabilidade do 23º BPM. A equipe então liberou o homem e deixou o local, apesar da denúncia, pois a vítima não havia sido agredida naquele momento.
Na manhã do dia 25 de agosto, o ex-marido voltou ao salão da vítima, discutiu com ela e forçou a entrada no estabelecimento, que estava com a porta de vidro fechada. Ele sacou uma arma, empurrou a mulher e disparou duas vezes contra ela. A mulher tentou fugir e, ferida, foi socorrida por pessoas que passavam pelo local.
Na sequência, o suspeito efetuou um disparo contra si mesmo. Ambos estão internados, com a vítima em estado considerado gravíssimo e risco iminente de morte. O filho de 7 anos da vítima não estava no apartamento vizinho que foi atingido por um dos tiros.
Câmeras de segurança captaram os dois episódios: a denúncia ignorada em julho e o ataque em agosto. Nos vídeos anteriores, o homem aparece na porta do salão discutindo com a mulher e depois se afastando quando a viatura policial chega. No dia do crime, ele aparece tentando entrar no salão enquanto ela tenta impedir, antes de sacar a arma e disparar.
O advogado Eduardo Perine, representante da vítima, afirmou que a expectativa é que o suspeito fique preso durante o andamento do processo após receber alta hospitalar. A definição do caso caberá ao Tribunal do Júri de Curitiba, que deverá analisar as circunstâncias e decidir sobre eventual condenação.
A Polícia Militar informou que não se manifestará sobre o caso. O g1 optou por preservar a identidade dos envolvidos para proteger a vítima.
Ela relatou que o ex-marido descumpria uma medida protetiva contra ele, mostrou o documento, mas a equipe da PM informou que não poderia agir por questão territorial e liberou o homem.
A mulher está internada em estado gravíssimo, com risco iminente de morte.
De acordo com o advogado da vítima, ele deve ficar preso durante a tramitação do processo e o caso será analisado pelo Tribunal do Júri de Curitiba.