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Um disparo acidental dentro de um clube de tiro em Toledo, no Oeste do Paraná, atingiu um homem de 37 anos, que segue em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de hospital local. Segundo a Polícia Civil, o incidente ocorreu na tarde de sábado, 29, no distrito de Novo Sobradinho, em uma área administrativa do clube onde o manuseio de armas de fogo é proibido.
Imagens das câmeras de segurança mostram que os dois homens envolvidos estavam na área administrativa do clube como visitantes. A vítima manuseou a pistola e a deixou sobre uma mesa. Em seguida, o outro homem pegou a arma e, durante o manuseio, o disparo foi efetuado, atingindo a vítima no tórax. A arma utilizada foi uma pistola calibre 9 milímetros.
A vítima foi socorrida por pessoas presentes no local e levada ao Hospital Bom Jesus (HOESP). O homem de 31 anos que efetuou o disparo é registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e foi ouvido pela polícia, mas não foi preso. Conforme a investigação inicial, houve uma sequência de falhas nas regras básicas de segurança no manuseio da arma, como manter o dedo fora do gatilho e tratar a arma como se estivesse sempre carregada.
Relatos apontam que o primeiro homem havia deixado a arma sem munição na câmara. Entretanto, a vítima inseriu o carregador, colocou uma munição na câmara, retirou o carregador e deixou a arma sobre a mesa. O segundo homem teria acreditado que a arma não estava em condições de disparar e pressionou o gatilho, causando o acidente.
Em nota, o clube de tiro ressaltou que o manuseio de armas de fogo em áreas administrativas e de acesso restrito é proibido e constitui conduta irregular. O clube afirmou que as circunstâncias do incidente estão sendo apuradas com cautela e que os detalhes serão divulgados após a conclusão das investigações.
A Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar todos os fatos, com a arma encaminhada para perícia. De acordo com o delegado responsável, Fábio Freire, há indícios de que o disparo foi acidental e pode configurar lesão corporal culposa, sem intenção de ferir. A corporação também informou que, até o momento, os proprietários do clube não têm participação no ocorrido.
Ao final dos trabalhos, a documentação será enviada à Polícia Federal e ao Comando do Exército para providências administrativas relacionadas ao clube e aos envolvidos. O caso reforça a importância do cumprimento rigoroso das normas de segurança no manuseio de armas, especialmente em ambientes controlados.