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Um motorista cooperado da Cresol em Laranjeiras do Sul (PR) usou a linha “Mais mobilidade”, com recursos do BNDES repassados pela cooperativa, para financiar a compra de um caminhão e ampliar a sua atuação no transporte de grãos.
Desde 2015 Evandro Cesar de Mattos atua no transporte rodoviário de cargas. Morador e cooperado da Cresol Vale das Águas PR/MG, ele deixou a rotina de gerente comercial em um frigorífico para trabalhar na estrada e, agora, busca formalizar uma sociedade e expandir a operação.
Evandro relata que começou no transporte em 2015 e que a atividade passou a integrar lazer e trabalho. Ele transporta principalmente grãos com destino ao porto de Paranaguá (PR) e para unidades na região de Ponta Grossa (PR). Entre as viagens mais longas estão deslocamentos até Sorriso e Sinop (MT), que podem levar quase 30 horas; as viagens a Paranaguá têm duração média de nove horas, segundo o motorista.
Sobre a rotina, Evandro destacou a responsabilidade da profissão: “Você carrega uma carga e tem o dever de entregar. Você pode parar a hora que quiser para dar uma descansada, mas, não é tanta liberdade assim, não. Tem a responsabilidade e, no trânsito, isso é redobrado”.
Ele também chamou atenção para os riscos e as condições da malha rodoviária: “As estradas hoje, eu saio e não sei se volto. É muito risco. Nós temos uma malha de rodovia que, desde quando eu me conheço por gente, é a mesma”.
A ideia de ampliar a frota surgiu quando Evandro fez uma proposta de sociedade a um colega motorista. Para viabilizar a compra de um segundo caminhão, ele procurou a Cresol após ver um vídeo sobre a linha “Mais mobilidade” e entrou em contato com a agência em Laranjeiras do Sul.
Geisa Luft, gerente de Negócios responsável pela carteira Pessoa Física da agência, explicou que a operação exigiu atenção aos procedimentos de um recurso oficial, mas contou com o suporte da cooperativa. “A linha “Mais mobilidade” é um recurso do BNDES que a cooperativa repassa, e a Cresol é uma das maiores repassadoras de crédito BNDES”, afirmou.
Segundo Geisa, a formalística é mais extensa por se tratar de recurso oficial, mas a experiência da cooperativa com o BNDES garantiu agilidade: a operação foi concluída em aproximadamente uma semana. Evandro confirmou que, apesar de um imprevisto — o primeiro veículo escolhido não foi financiável pelo BNDES e houve necessidade de trocar —, tudo ocorreu rapidamente: “A Cresol foi bem ágil”.
Com a sociedade em formação, Evandro planeja abrir CNPJ, organizar a operação junto à ANTT e contratar seguro para o novo caminhão. Ele já tem um orçamento e aguarda a conclusão da formalização da empresa.
Geisa ressaltou a importância do seguro para proteção do patrimônio e redução de impactos financeiros, recomendando avaliar o perfil da operação, o condutor principal, as características do veículo e coberturas para terceiros e danos materiais.
Na nota sobre a operação, a Cresol informou ter 31 anos de história, mais de 1,2 milhão de cooperados e 1.060 agências de relacionamento no Brasil, e destacou o foco no atendimento personalizado e em soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.