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Bem‑estar transforma saúde no novo luxo do mercado imobiliário

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Saúde redefine ‘luxo’ imobiliário: compradores buscam bairros caminháveis e áreas comuns com infraestrutura de bem‑estar, diz G1

Saúde e longevidade passaram a ser critérios decisivos na compra de imóveis de alto padrão, deslocando atributos tradicionais como metragem e acabamento, segundo G1 que cita o Relatório 2026 Mid-Year Luxury Outlook da Sotheby’s International Realty. O relatório aponta que qualidade de vida virou prioridade entre compradores de todas as gerações, da Z aos baby boomers.

O fenômeno insere o mercado imobiliário na chamada economia da longevidade, um setor que, segundo G1, já movimenta cerca de US$ 5,3 trilhões e tem projeções que o colocam próximo a US$ 8 trilhões até 2030.

Localização como marcador de saúde

A escolha do endereço deixou de ser apenas prestígio e passou a refletir possibilidades de vida saudável. Compradores procuram bairros caminháveis, com acesso direto à natureza, oferta de alimentos saudáveis e espaços de convivência que incentivem mobilidade e conexão comunitária.

O texto do G1 refere-se às chamadas Blue Zones — regiões com grande concentração de centenários — como referência para essa busca, por combinarem mobilidade, laços sociais e acesso a alimentação de qualidade.

Áreas comuns repensadas

Dentro dos condomínios, amenidades tradicionais perdem centralidade para infraestrutura que suporte rotinas de saúde. Entre os espaços mais demandados estão salas de yoga e pilates, academias completas, piscinas de raia semiolímpica, spas, saunas seca e úmida, ginásios esportivos e ambientes para criação artística.

Giulia Barsotti, arquiteta na Dreamis Incorporadora, afirmou ao G1 que “arquitetura não é apenas forma. É suporte para como as pessoas vivem” e que áreas comuns precisam ser projetadas para influenciar rotina, movimento e bem‑estar, não funcionar como anexos decorativos.

Impactos no mercado

segundo G1 do G1, a virada do wellness altera decisões de três grupos: compradores ganham a opção de morar em lares que apoiam saúde cotidiana; incorporadoras precisam integrar bem‑estar desde o projeto; e investidores passam a ver valor adicional em imóveis que promovem saúde, por sua maior atratividade e potencial de valorização.

Exemplo prático: o Tauá, no Juvevê

O G1 destaca o empreendimento Tauá, lançado em dezembro de 2025 pela Dreamis Incorporadora no bairro Juvevê, como exemplo dessa abordagem. O projeto reúne mais de 3.000 m² de áreas comuns organizadas em quatro pilares — movimento, contemplação, criação e conexão — e aposta em plantas com pé‑direito generoso e localização caminhável para integrar bem‑estar à rotina dos moradores.

Para o setor, conclui a reportagem, o wellness deixou de ser um nicho e passou a operar como um vetor estrutural que redesenha o que o mercado imobiliário de alto padrão oferece e valoriza.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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