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Gloria Steinem, Figure central do movimento de libertação das mulheres nos Estados Unidos, morreu aos 92 anos, informou a própria fundação da ativista em publicação no Instagram. Segundo a mensagem divulgada e citada pela BBC, ela "faleceu pacificamente" em sua casa em Nova York, na quarta‑feira, "cercada por muitos que a amavam".
Steinem ganhou destaque como jornalista e editora, cofundou a revista Ms. e ajudou a criar a Women’s Action Alliance, organização voltada ao combate ao sexismo. Durante as décadas de 1960 e 1970, foi voz pública em campanhas pelos direitos reprodutivos e outras causas sociais.
Formada após a universidade no final dos anos 1950, Steinem passou dois anos na Índia com bolsa de pesquisa, onde trabalhou com organização feminina em nível local, segundo a BBC. De volta aos Estados Unidos, mudou‑se para Nova York no início dos anos 1960 e começou a carreira como escritora freelance.
Seu trabalho de destaque incluiu uma reportagem sobre as condições de trabalho das mulheres que atuavam como “Playboy Bunnies”, que abriu espaço para oportunidades editoriais posteriores. Ela foi colunista da New York Magazine e, em 1972, ajudou a lançar a revista Ms., uma das primeiras publicações a tratar de temas femininos além de assuntos domésticos e de beleza.
Steinem defendeu publicamente a legalização do aborto, direitos iguais e igual remuneração para mulheres, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e protestou contra a pena de morte e a mutilação genital feminina, entre outras pautas citadas pela BBC. A reportagem relata também que, aos 22 anos, ela teve um aborto ilegal em Londres; anos depois, celebrou a decisão Roe v. Wade de 1973 e, mais tarde, testemunhou sua reversão.
Nascida em 25 de março de 1934, em Toledo, Ohio, Steinem teve uma infância complicada e não frequentou escola em tempo integral até os 12 anos, segundo a BBC. Em 2000, casou‑se com David Bale; ele morreu três anos depois de linfoma cerebral, segundo BBC.
Entre as honrarias mencionadas está a Medalha Presidential da Liberdade, concedida a Steinem em 2013 pelo President Barack Obama, segundo a BBC. A fundação afirmou que ela trabalhou pela igualdade até o fim, mantendo atividades como encontros chamados "Talking Circles" e preparando um livro intitulado An Unexpected Life. Após o anúncio da morte, a BBC relata que Tributes de escritores e ativistas foram publicados no Instagram.
As informações desta matéria são baseadas em reportagem da BBC, conforme as fontes citadas.