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Gloria Steinem: trajetória de uma voz central do feminismo American

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Jornalista e ativista nascida em 25 de março de 1934, Steinem fundou a Ms. magazine em 1972 e foi figura-chave na luta por direitos reprodutivos, segundo a BBC.

Gloria Steinem tornou-se uma referência internacional do movimento feminista dos Estados Unidos ao longo de uma carreira que combinou jornalismo, ativismo e organização Political, segundo perfil publicado pela BBC em 3 de setembro de 2026.

Origens e início da carreira

Gloria Steinem nasceu em 25 de março de 1934, em Toledo, Ohio. Filha de Leo Steinem, um vendedor itinerante, e de Ruth, e irmã de Susanne, passou parte da infância viajando em uma caravana com a família. Seu pai deixou a família quando ela tinha 10 anos, e Steinem cuidou da mãe, que sofria de problemas mentais, fato que atrasou sua frequência escolar até os 12 anos, relata a BBC.

No fim da década de 1950, ela recebeu uma bolsa de pesquisa para a Índia, onde passou dois anos e ajudou mulheres rurais a organizar protestos não violentos — experiência que acendeu seu interesse pelo ativismo de base. Já nos Estados Unidos, mudou-se para Nova York no início dos anos 1960 e trabalhou como jornalista freelancer em redações majoritariamente masculinas.

Reportagem que abriu portas e fundação da Ms.

O trabalho que projetou Steinem foi a reportagem A Bunny’s Tale, publicada em 1963 na revista Show, quando ela investigou o cotidiano das Playboy Bunnies fingindo ser contratada com o nome falso “Marie” e mentindo sobre a idade. A matéria expôs condições de trabalho degradantes e de exploração, e ajudou a lhe garantir publicações em veículos como The New York Times e New York Magazine, segundo a BBC.

Em 1968, tornou-se colunista da New York Magazine e ganhou repercussão nacional com o texto After Black Power, Women’s Liberation. Em 1972, ela e um grupo de ativistas lançaram a Ms. magazine, descrita pela BBC como o primeiro periódico fundado e operado exclusivamente por mulheres; a primeira edição esgotou na semana de lançamento e atraiu 26 mil assinantes.

Ativismo público, campanhas e controvérsias

Steinem se tornou porta-voz de campanhas pelos direitos ao aborto e pela inclusão Political das mulheres. Em 1969, ao participar de um comício sobre aborto, compartilhou uma experiência pessoal de interrupção de gravidez ocorrida anos antes em Londres; mais tarde, ela dedicou seu livro de memórias My Life On The Road ao médico John Sharpe, que a teria atendido, segundo a BBC.

Ela cunhou a expressão "reproductive freedom" (liberdade reprodutiva), que passou a ser usada no debate público sobre aborto, e ajudou a fundar o National Women's Political Caucus após a não aprovação da Emenda dos Direitos Iguais (ERA) pelo Congress em 1970, participando também de audiências no Senado em defesa da emenda.

Ao longo da carreira, Steinem enfrentou Critics de diferentes lados: foi acusada de elitismo e de se transformar em uma celebridade do movimento; Betty Friedan chegou a criticar sua centralidade no movimento feminista. Ela também foi alvo de ataques misóginos e assédio — a BBC relata campanhas de intimidação promovidas pelo editor Al Goldstein, que publicou seu número de telefone e material ofensivo.

Alguns escritos antigos renderam controvérsia: a reportagem lembra de um ensaio de 1977 sobre pessoas trans que foi alvo de Critics, e registra que Steinem buscou revisar esse posicionamento em 2013, afirmando que pessoas trans vivem vidas autênticas que devem ser celebradas. Outro texto de 1998, em que expressou apoio ao então President Bill Clinton no contexto do escândalo com Monica Lewinsky, também foi tema de revisões pessoais: ela disse em 2017 que não escreveria a mesma coisa hoje, segundo a BBC.

Vida pessoal e reconhecimentos

Steinem disse que não quis ter filhos porque já havia cuidado da própria mãe. Em 2000, aos 66 anos, casou-se com David Bale; o casal permaneceu junto até a morte dele, três anos depois, por um câncer cerebral, segundo BBC. Em 1986, ela teve câncer de mama e passou por uma lumpectomia.

Fonte: BBC, artigo publicado em 3 de setembro de 2026.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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