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Funerals foram realizados para dois adolescentes palestinos que, segundo autoridades locais, foram mortos durante um ataque de colonos na aldeia de al-Mughayyir, na Cisjordânia ocupada. O conselho da aldeia informou à BBC que Omar al-Nassan, de 19 anos, e Khalil Abu Alia, de 16, teriam sido mortos quando tentavam impedir o furto de ovelhas.
O Exército israelense informou que suas forças entraram na aldeia para fornecer segurança a um civil israelense e à polícia que tentavam recuperar gado. Em nota citada pela reportagem, as forças disseram ter disparado contra e atingido o que chamaram de “instigadores-chave” de um “distúrbio violento”, quando palestinos teriam arremessado pedras contra os militares.
Segundo dados da ONU mencionados pela matéria, pelo menos 81 palestinos foram mortos por forças israelenses ou colonos na Cisjordânia desde o início do ano, ao passo que ao menos 23 dessas mortes ocorreram no contexto de ataques de colonos. No mesmo período, três israelenses, entre civis e membros das forças de segurança, foram mortos por palestinos na Cisjordânia.
A reportagem também relata que, na mesma semana, forças israelenses demoliram a comunidade palestina de Khirbet al-Tabban, em Masafer Yatta. O grupo israelense de direitos humanos B’Tselem disse que os 70 moradores — entre eles 28 crianças — não receberam aviso prévio e não puderam retirar seus pertences, descrevendo a demolição como a mais significativa na região desde maio de 2025.
O texto lembra que, na década de 1980, o Exército declarou cerca de 3.000 hectares nos South Hebron Hills como zona de treino, e que em 2022 a Supreme Corte de Israel autorizou a demolição de casas na área e a expulsão de moradores, decisão citada na matéria.