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O conselho da Volkswagen aprovou um plano para cortar mais 50.000 empregos, informou a empresa. Com a decisão, o total de vagas que o grupo pretende eliminar até 2030 sobe para 100.000, após um anúncio anterior em março sobre a primeira parcela de cortes.
O grupo automotivo inclui marcas como Audi, Porsche, Skoda e a própria Volkswagen; suas marcas também abrangem Seat, Bentley e Lamborghini, conforme divulgado.
A companhia informou que, até 2035, reduzirá o número de modelos produzidos em 50% e a complexidade da sua oferta em 75%. A Volkswagen afirmou que vai priorizar os “veículos mais atraentes” e aumentar a produção de cada modelo para reduzir custos.
O comunicado descreve como “necessária” uma adaptação fundamental da capacidade global da força de trabalho e cita que uma “ajustamento de pessoal em todo o grupo de aproximadamente 50.000 posições — incluindo cargos de gestão — será necessário”.
A empresa disse que está considerando o futuro de quatro fábricas na Alemanha — Emden, Zwickau, Hanover e Neckarsulm — onde a capacidade de produção excede a demanda. A Volkswagen afirmou que “estão sendo avaliadas alternativas de uso para essas fábricas”.
Oliver Blume, chefe-executivo da Volkswagen, afirmou que a medida é um “sinal forte” para o futuro da empresa e que a companhia está “assumindo responsabilidade por toda a nossa força de trabalho”.
Christianne Benner, President do sindicato IG Metall e vice-presidente do Conselho Supervisório da Volkswagen, declarou que o sindicato "lutou arduamente por boas soluções" para enfrentar a "situação de crise".
O texto menciona que montadoras chinesas como a BYD expandiram vendas em mercados como Reino Unido, União Europeia e Sudeste Asiático.
Em 2025, a Volkswagen empregava mais de 660.000 pessoas no mundo, segundo BBC. A companhia já anunciou que avaliará alternativas para as fábricas citadas e continuará a anunciar medidas relacionadas à reestruturação conforme o processo avance.