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A candidata ao Senado pelo Paraná Cristina Graeml (PSD) afirmou, em entrevista em 4 de setembro de 2026 ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, que pretende lutar pelo fim do Fundo Eleitoral caso seja eleita. Ela também comentou o uso de recursos públicos na campanha e defendeu a possibilidade de receber doações de eleitores e empresários.
Graeml disse que recebeu R$ 3,5 milhões do Fundo Eleitoral para a campanha deste ano e justificou a adesão às regras atuais para viabilizar deslocamentos ao interior do estado. “A gente precisa seguir a regra atual, participar do jogo, se eleger, ir lá e propor a mudança. Contem comigo para acabar com o fundo eleitoral”, afirmou.
Questionada sobre ter recebido R$ 3,5 milhões, Cristina Graeml afirmou que a campanha ao Senado exige presença no interior do Paraná e custos que, segundo ela, não teria como bancar fora das regras vigentes. Em 2024, quando disputou a Prefeitura de Curitiba, ela havia se posicionado contra o uso de recursos públicos em campanhas, posição que voltou a comentar durante a sabatina.
Na entrevista, Graeml comentou as quatro trocas partidárias em pouco mais de um ano — passando por PMB, Podemos, União Brasil e PSD — e afirmou manter os mesmos princípios, atribuindo as mudanças às circunstâncias políticas de cada legenda e à necessidade de filiação para disputar eleições. Ela também afirmou que “os contextos já mudaram” e que sua aliança atual é com o grupo do governador Ratinho Junior.
Ao responder sobre propostas e temas nacionais, a candidata manifestou apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse ser favorável à preservação da Constituição, classificando o cenário brasileiro como um “estado de exceção” e citando casos de censura a jornalistas e usuários de redes sociais. Ela afirmou ainda que, em sua visão, “os abusos do STF acontecem porque o Senado não fiscaliza”.
Sobre mudanças na jornada de trabalho — incluindo a proposta conhecida como escala 6×1 — Graeml disse ser necessário garantir empregos antes de ampliar dias de descanso e afirmou que micro e pequenos empresários podem não conseguir arcar com novas contratações. Defendeu que o Senado discuta primeiro a redução da carga tributária sobre o trabalho e “quem vai pagar a conta da mudança”.
Em relação a eventos climáticos extremos que têm afetado o Paraná, a candidata defendeu o fortalecimento de órgãos públicos, sistemas de alerta, tecnologia e moradias mais resistentes, e afirmou que uma nova lei ambiental “não resolveria o problema neste momento”.
Ao reafirmar críticas ao que chamou de omissão dos atuais senadores do Paraná, Graeml citou o voto favorável à indicação de Flávio Dino para o STF como exemplo e declarou acreditar que a maioria dos paranaenses não concordaria com a escolha.
A entrevista de Cristina Graeml encerrou uma série realizada pelo telejornal com candidatos ao Senado mais bem posicionados na pesquisa estimulada da Quaest, segundo a RPC.