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O governo do Reino Unido anunciou em 8 de setembro de 2026 a proibição do comércio de bens produzidos em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada e passou a considerar oficialmente ilegal a ocupação do território, informou a Agência Estado e republicado pelo CGN.
Ao apresentar as medidas no Parlamento, o ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, afirmou que há “limpeza étnica” de palestinos em áreas da Cisjordânia praticada por “terroristas colonos” e disse sentir “profunda vergonha” pelo que ocorreu nos territórios palestinos sob os olhos da comunidade internacional, segundo CGN.
Segundo o anúncio, a proibição abrange a importação de todos os bens provenientes dos assentamentos na Cisjordânia e alcança também alguns serviços ligados a financiamento, construção, infraestrutura, imóveis e publicidade. O governo britânico justificou a posição apontando a consolidação do controle israelense, a intenção de estender soberania permanente e a expansão dos assentamentos, segundo a Agência Estado/CGN.
O anúncio foi acompanhado por uma declaração conjunta do Reino Unido, Canadá, França e outros nove países europeus, que afirmaram a intenção de impor restrições nacionais ou apoiar medidas europeias contra o comércio com assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional, segundo CGN.
No discurso, Miliband ressaltou sua identidade, dizendo ser um “judeu britânico orgulhoso”, afirmou o direito de Israel existir e condenou o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023. Ele também anunciou novas medidas contra o Irã: sanções ao braço financeiro do Hezbollah, al-Jihad al-Hassan; retomada de importantes sanções econômicas contra Teerã; e, em conjunto com aliados, levar ao Conselho de Segurança da ONU acusações de violações nucleares iranianas. Miliband afirmou que a cooperação de segurança com Israel continuará, segundo a Agência Estado/CGN.