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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou neste domingo, 13 de setembro de 2026, a quebra de sigilo de todo o material apreendido durante investigações sobre o possível desvio de emendas parlamentares. O recurso teria sido utilizado para financiar o filme Dark Horse, uma obra que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ordem judicial exige que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo encaminhe à Polícia Federal todo o conteúdo bruto extraído de dispositivos móveis dos investigados. Esses aparelhos haviam sido apreendidos pela Polícia Civil paulista em junho deste ano, conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação.
Ao fundamentar sua decisão, Dino citou uma viragem jurisprudencial, mencionando um precedente do ministro André Mendonça. O magistrado afirmou que busca zelar pela igualdade de todos perante a lei, garantindo que as apurações recebam tratamento uniforme, o que inclui a ampla publicidade de dados financeiros, conversas de WhatsApp e movimentações bancárias.
A investigação ganhou força após a deflagração da Operação Make Up na última quinta-feira, 10 de setembro. A Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal, sob relatoria de Flávio Dino no STF.
Entre os alvos da ação estão o deputado federal Mário Frias, que atuou como roteirista do filme e foi Secretaria da Cultura no governo Bolsonaro, além da empresária Karina Gama. A operação investiga o repasse de verbas Pública para entidades privadas.
Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram inconsistências na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares de Mário Frias. Os recursos foram enviados para duas entidades registradas em nome de Karina Gama, sendo elas o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura.
Segundo a investigação, embora o dinheiro tivesse sido destinado a projetos sociais esportivos em Pirassununga, a execução real dessas atividades não foi comprovada. A Polícia Federal trabalha com a suspeita de que os valores foram desviados para custear a produção do longa-metragem Dark Horse.
Até o momento, a defesa ou a assessoria do deputado Mário Frias não se manifestou sobre as acusações e a decisão do ministro Flávio Dino. A reportagem também busca contato com a empresária Karina Gama para esclarecimentos sobre as movimentações financeiras citadas pela CGU.
1. O que determinou o ministro Flávio Dino?
Dino ordenou a quebra de sigilo de todo o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo e determinou seu envio à Polícia Federal para prosseguimento das investigações.
2. Sobre o que trata a Operação Make Up?
A operação apura o suposto desvio de emendas parlamentares que teriam sido redirecionadas para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.
3. Quem são os principais alvos da investigação?
O deputado federal Mário Frias e a empresária Karina Gama, cujas entidades receberam R$ 2 milhões em emendas sob suspeita de irregularidades.
4. Por que a CGU apontou problemas nos repasses?
A controladoria identificou que o dinheiro deveria ir para projetos esportivos em Pirassununga, mas a execução desses projetos não foi comprovada na prática.
5. Qual é a base legal para a quebra de sigilo?
O ministro citou a necessidade de igualdade perante a lei e uma viragem jurisprudencial, mencionando uma decisão recente do ministro André Mendonça sobre sigilo de conversas.