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Todos os Artists de abertura remanescentes da turnê de Ed Sheeran nos Estados Unidos anunciaram que deixaram a programação após a retirada do rapper Macklemore, informou a BBC. Entre os nomes que confirmaram a saída estão Finneas, Lukas Graham, o irlandês Aaron Rowe e a banda irlandesa Beoga.
A decisão dos Artists foi divulgada horas depois de Sheeran publicar uma mensagem dizendo que a remoção de Macklemore foi tomada pelos produtores da turnê e não por ele. Segundo a BBC, Sheeran afirmou que "a saída de Macklemore da turnê foi decisão do promotor, não minha" e que não queria envolver-se em um debate público sobre Gaza.
Finneas escreveu que "os Artists não devem ser silenciados quando falam em defesa dos oprimidos", segundo a BBC. Lukas Graham afirmou no Instagram que é preciso poder falar sobre guerra e civis mortos, independentemente de bandeiras. Aaron Rowe afirmou que não tomou a decisão "levianamente" e agradeceu a Ed Sheeran pela amizade e pelo impacto pessoal. Beoga declarou que tocar em locais que silenciam quem advoga por um "Free Palestine" não era uma opção para a banda.
De acordo com a BBC, a controvérsia teve início em 4 de setembro, durante um show no MetLife Stadium, em Nova Jersey, quando Macklemore declarou querer dizer "Free Palestine" e exibiu Images da devastação em Gaza ao interpretar a música "Hind's Hall". A reação pública incluiu críticas de grupos judeus e uma petição do Israeli American Council pedindo a sua remoção.
O promotor da turnê, Messina Touring Group, disse à Rolling Stone — citado pela BBC — que foi informado por locais de que Macklemore não seria permitido, o que poderia acarretar cancelamento da turnê e afetar centenas de milhares de fãs. Macklemore publicou críticas ao que chamou de perda de oportunidades por tomar posição e afirmou que não existe posição neutra entre opressor e oprimido.
O texto da BBC também registra que Israel rejeita acusações de genocídio e que o governo israelense afirma conduzir operações de autodefesa; e traz números divulgados pelo ministério de saúde de Gaza (administrado pelo Hamas) sobre mortos durante a campanha militar, além de situar a ofensiva como resposta ao ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 — informações publicadas pela BBC no contexto da cobertura.
As informações desta reportagem foram compiladas a partir da cobertura da BBC por Mark Savage publicada em 15 de setembro de 2026.