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MPPR denuncia 18 pessoas por tráfico e lavagem de dinheiro em Araucária com esquema que incluía cartão fidelidade

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A operação do Ministério Público do Paraná desarticulou uma organização criminosa que utilizava métodos inusitados para a venda de entorpecentes na Região Metropolitana de Curitiba

Uma investigação complexa conduzida pela Polícia Civil e denunciada pela 3ª Promotoria de Justiça de Araucária revelou um esquema estruturado de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. Ao todo, 18 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por participarem de uma rede que operava com nome fantasia e logística própria.

O grupo criminoso, que utilizava nomes como Bob TV ou Pão de queijo do Tio Bob, realizava a comercialização de entorpecentes por meio de aplicativos de mensagens. Além disso, os suspeitos ofereciam serviço de entrega em domicílio e distribuíam cartões de fidelidade com carimbos para os clientes, conforme informação divulgada pelo portal Banda B.

A promotora de Justiça Adriana Cordeiro Galvão destacou que a estrutura do grupo buscava profissionalizar a venda ilegal. A fase ostensiva da Operação Cartão Fidelidade, deflagrada em 19 de agosto, resultou na apreensão de mais de 73 quilos de maconha, além de haxixe, cocaína e comprimidos de ecstasy.

Envolvimento de policial militar no esquema

A denúncia do MPPR aponta que um policial militar estaria diretamente envolvido nas atividades ilícitas. O servidor é acusado de corrupção passiva e lavagem de bens e valores, sob a alegação de que recebia vantagens financeiras para facilitar rotas de distribuição, realizar consultas em sistemas restritos e fornecer informações privilegiadas aos líderes do grupo.

Segundo os investigadores, o policial movimentou mais de R$ 2 milhões em suas contas bancárias, um montante classificado como incompatível com sua remuneração como servidor público. O militar teria utilizado parte dos recursos para adquirir um imóvel à vista no bairro Capela Velha. O Ministério Público solicitou a suspensão cautelar do agente e a perda do cargo público.

Lavagem de dinheiro e empresas de fachada

Para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico, a organização criminosa utilizava uma rede de lavagem de capitais. O esquema incluía o uso de contas bancárias de terceiros e a criação de empresas de fachada. Diante das evidências, o MPPR solicitou à Justiça a suspensão das atividades de uma dessas empresas ligadas aos investigados.

Além das condenações, o órgão ministerial requereu a fixação de um valor mínimo para a reparação de danos morais coletivos causados pela atuação da organização na região. A manutenção da prisão preventiva dos réus que já se encontram detidos também foi solicitada pelo Ministério Público para garantir a ordem Público.

Perguntas Frequentes

Quantas pessoas foram denunciadas pelo MPPR? Foram denunciadas 18 pessoas por crimes como associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.

Como funcionava o esquema de venda de drogas? O grupo operava sob nomes fantasia, aceitava pedidos por aplicativos de mensagens, fazia entrega em domicílio e utilizava cartões de fidelidade para usuários.

Qual a acusação contra o policial militar? Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sendo suspeito de facilitar a rotina do tráfico em troca de vantagens financeiras.

Quanto dinheiro o policial teria movimentado? Segundo o MPPR, o policial movimentou mais de R$ 2 milhões, valor considerado incompatível com seus rendimentos oficiais.

Quais drogas foram apreendidas na operação? A polícia apreendeu mais de 73 quilos de maconha, além de cocaína, haxixe e comprimidos de ecstasy durante a fase ostensiva.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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