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Os candidatos eleitos em outubro assumirão seus cargos com o desafio de definir políticas públicas e gerir recursos em um momento de limitações fiscais. A capacidade do Estado de atrair investimentos e a definição de prioridades serão centrais para o próximo governo e para a nova composição do Congresso Nacional.
Conforme informação divulgada pelo Portal da Câmara dos Deputados, uma série de entrevistas realizadas pela Rádio Câmara no programa Painel Eletrônico discutiu os obstáculos que o país enfrenta. Entre os temas debatidos, destacam-se a necessidade de estimular o crescimento econômico, ampliar a infraestrutura e descentralizar as políticas culturais.
Abaixo, detalhamos os pontos centrais levantados pelos especialistas consultados pela Rádio Câmara sobre o futuro do Brasil nos próximos anos.
Para o consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Alessandro Reichert, a baixa capacidade de investimento é o principal entrave para a infraestrutura brasileira. Ele defende que os eleitores devem observar propostas que priorizem obras estruturantes, como ferrovias e hidrovias.
Dados da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base indicam que, embora os investimentos tenham atingido cerca de R$ 280 bilhões no ano passado, o montante equivale a apenas cerca de 2% do PIB. O setor aponta que seria necessária uma cifra pelo menos duas vezes maior.
Reichert destaca que 80% desses recursos são privados. Segundo o consultor, o capital privado não é suficiente para cobrir obras onde não há viabilidade para concessões, tornando o papel do Estado essencial nesse cenário de restrições fiscais.
A economista Carla Beni, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), afirma que o país enfrenta os reflexos da pandemia, que impactaram governos e consumidores. O próximo governo terá a missão de estimular o crescimento em meio a uma dívida pública elevada.
Beni ainda sugere uma discussão madura sobre o uso de terras raras e a necessidade de que os candidatos apresentem promessas realistas sobre a economia, focando em reduzir o endividamento das famílias Brasileira.
Na área Cultura, o desafio apontado pelo consultor legislativo Renato Gilioli é a continuidade das políticas de descentralização. O setor movimenta cerca de R$ 400 bilhões por ano, o que representa aproximadamente 3% do PIB, empregando quase 6 milhões de pessoas.
Gilioli destaca que, nos últimos anos, a política Cultura conseguiu chegar a municípios pequenos e médios. O foco deve ser preservar mecanismos que combinem incentivos fiscais e fomento direto para manter essas atividades artísticas em todo o território nacional.
Além do impacto social, o consultor aponta o retorno financeiro, afirmando que cada R$ 1 gasto com cultura gera aproximadamente R$ 1,70 de retorno direto para a economia do país.
1. Qual é o principal problema da infraestrutura brasileira segundo especialistas? A baixa capacidade de investimento público é apontada como o maior gargalo, sendo necessária a priorização de projetos estruturantes.
2. Qual o papel do Estado na economia após 2026? Especialistas defendem que o Estado deve atuar como um indutor de investimentos e inovação, especialmente em projetos de maior risco.
cerca de 3. Qual a importância econômica do setor Cultura? O setor movimenta cerca de R$ 400 bilhões anuais e gera retorno de cerca de R$ 1,70 para a economia a cada R$ 1 investido.
4. Como a pandemia ainda afeta a economia brasileira? A economista Carla Beni destaca que o cenário de dívida pública elevada e endividamento das famílias reflete efeitos persistentes do período pandêmico.
5. Qual a recomendação para os eleitores em 2026? A orientação é observar propostas que apresentem clareza na priorização de recursos públicos e projetos realistas para o país.