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O maestro Roberto Tibiriçá teve a morte anunciada neste sábado, 3, aos 72 anos, informou a Agência Estado. A confirmação foi divulgada pelo perfil oficial do Theatro Municipal de São Paulo no Instagram.
segundo CGN, Tibiriçá iniciou sua relação com a música ainda na infância: aos 5 anos ganhou seu primeiro piano de brinquedo; a mãe era musicista e a avó atuava como pianista na época do cinema mudo. Ao longo da carreira, destacou-se à frente de Orquestra como a Osesp, a Orquestra Sinfônica Brasileira, as Orquestra do Minas Gerais e do Paraná, e a Petrobrás Sinfônica. Fora do país, regeu a Orquestra Simón Bolívar, na Venezuela.
Recebeu prêmios como APCA e Carlos Gomes e foi agraciado com a Ordem do Ipiranga. Em 2024, foi concedido a ele o título de Doutor por Notório Saber pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 2005, assumiu a direção do Instituto Bacarelli e liderou o projeto que consolidou a Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Tibiriçá ocupava a cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música desde 2003 e, desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música.
Em entrevista à Rio TV Câmara em 2017, citada pela reportagem, Tibiriçá falou sobre sua relação com a regência: “A regência para mim é tudo, cara. Não é uma coisa de vaidade, é uma coisa de comando.” Ele destacou também a disciplina exigida pela profissão e a comunicação não verbal entre regente e orquestra.
O Theatro Municipal de São Paulo, no anúncio publicado em seu perfil oficial, ressaltou que o legado de Roberto Tibiriçá permanece na música brasileira, nas Orquestra que regeu e nas gerações de músicos cuja trajetória foi marcada por seu trabalho e dedicação à formação Música, conforme informou a Agência Estado.