Subscribe to Newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter







Autoridades australianas investigam possíveis ligações entre o país e o copiloto que, segundo as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, atacou o comandante de um voo da Flydubai que seguia de Dubai para Tel Aviv. A apuração foi confirmada à BBC pela Australian Federal Police (AFP), que informou investigar “os vínculos do homem com a Austrália”.
O incidente ocorreu no voo de 30 de setembro, com mais de 170 passageiros a bordo, quando o avião perdeu cerca de 17.000 pés (5.200 m) depois que o copiloto, identificado por vários veículos de imprensa como Hamam al‑Hammami, atacou o piloto com um machado de emergência, conforme afirmou o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos ao qual a BBC teve acesso.
Segundo relato publicado pela BBC, o piloto em serviço, Capt Smit Machchhar — descrito como cidadão Indian — disse ter sido ferido e que, ao perceber que a aeronave estava em queda, conseguiu abrir a porta interna para permitir a entrada de passageiros na cabine. Passageiros dominaram o copiloto e dois pilotos reservas realizaram o pouso de emergência na Arábia Saudita. O copiloto foi detido e, segundo o primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está sendo interrogado por autoridades sauditas.
O procurador-geral dos Emirados afirmou que as investigações apontam para uma tentativa de ato terrorista, segundo a agência estatal do país, conforme noticiou a BBC.
Em comunicado à BBC, a AFP informou que o inquérito envolve também as polícias estaduais australianas e a agência de segurança do país, e que uma atualização será fornecida "no momento apropriado". Fontes ouvidas pela mídia Australian dizem que o copiloto recebeu um visto de estudante em 2014 e estudou na Austrália entre 2015 e 2017, deixando o país em seguida. A Australian Broadcasting Corporation (ABC) informou que o visto estudantil foi cancelado em 2019 por falta de matrícula.
De acordo com a BBC, relatos da imprensa norte‑americana indicam que, ao trabalhar para a Oman Air, Al‑Hammami foi removido do treinamento de voo por preocupações com suas visões radicais e recebeu outra função na companhia aérea nacional de Omã. A BBC também informou que, a partir de 2020, ele cursou à distância um programa da Buckinghamshire New University, no Reino Unido, e se formou em gestão de aviação em 2023; a universidade disse que o curso não incluía treinamento de piloto.
Vários detalhes sobre motivações e circunstâncias continuam sob investigação pelas autoridades dos Emirados Arabes Unidos e pela Arábia Saudita, e a AFP ainda não divulgou conclusões sobre os vínculos do homem com a Austrália. A identificação do suspeito como Hamam al‑Hammami foi feita por múltiplos veículos internacionais, conforme citado pela BBC.
Fontes: BBC, Australian Broadcasting Corporation (conforme citado pela BBC), declarações de autoridades citadas pela BBC.