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Desde a sua criação, em 1977, o evento rompeu a hegemonia dos grandes estúdios comerciais e apresentou ao público brasileiro cinematografias diversas, que antes eram inacessíveis nas salas convencionais. Ao longo dos anos, o festival tornou-se um ponto de encontro obrigatório para cinéfilos e profissionais da área.
A história da Mostra é marcada por momentos de descoberta, como a exibição de filmes de diretores que, na época, eram desconhecidos e, hoje, são ícones da sétima arte. Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o evento mantém viva a chama da experiência cinematográfica presencial.
A Primeiro edição da Mostra aconteceu em outubro de 1977, organizada pelo crítico Leon Cakoff, então diretor do departamento de cinema do MASP. O festival integrou as celebrações dos 30 anos do museu e exibiu 23 filmes de 17 países para um público de mais de 15 mil pessoas.
Para muitos espectadores, como a aposentada Vanda Sanae Hamanaka Serizawa, que acompanha o evento desde o início, a Mostra funcionou como uma janela essencial em tempos de censura. Segundo ela, o festival sempre atuou como uma usina de ideias, permitindo o contato com linguagens e comportamentos de outras partes do mundo.
Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 1992, quando o jornalista Ubiratan Brasil assistiu à exibição de Cães de Aluguel. Na ocasião, o diretor Quentin Tarantino estava presente na sala do MASP, que contava com apenas 16 espectadores. O cineasta agradeceu ao público por optar pelo filme em vez de aproveitar o sol de sábado.
A Mostra foi responsável por trazer ao Brasil nomes consagrados como Wim Wenders, Pedro Almodóvar, Manoel de Oliveira, Amos Gitai e Jafar Panahi. Ao longo de 50 anos, o festival já exibiu 11.692 filmes de 8.474 cineastas de diversas nacionalidades.
A diretora da Mostra, Renata de Almeida, destaca que o segredo da longevidade do evento é a sua capacidade de ser elástica. Mesmo enfrentando desafios financeiros ou períodos de crise, como a pandemia, o festival nunca deixou de ser realizado, adaptando-se com exibições online ou drive-ins.
Nesta edição comemorativa de 50 anos, a programação conta com 380 filmes de 93 países. Além das exibições, o público pode conferir exposições, debates e o lançamento do livro Antes Que Eu Me Esqueça: Um Ensaio de Lembranças para os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
Para os organizadores e frequentadores, a experiência de assistir a um filme em uma sala de cinema é insubstituível. Em um mundo cada vez mais voltado para o consumo individual em dispositivos móveis, a Mostra reafirma o valor do encontro coletivo e da descoberta crítica.
Mais do que uma maratona de filmes, o evento tornou-se uma confraria de afetos, onde cinéfilos de diferentes gerações se encontram para discutir obras que desafiam o mainstream. É esse espírito de aventura que continua a atrair novos públicos a cada edição.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quando surgiu a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo?A Primeiro edição ocorreu em outubro de 1977, organizada por Leon Cakoff no MASP.
2. Quantos filmes já foram exibidos na história do evento?
Ao longo de 50 anos, a Mostra exibiu 11.692 filmes de 8.474 cineastas diferentes.
3. O evento já deixou de ser realizado alguma vez?
Não, a Mostra nunca foi interrompida, adaptando-se inclusive durante a pandemia com exibições online e em drive-ins.
4. Quem foi um dos diretores famosos que participou de sessões quando ainda era desconhecido?
Quentin Tarantino, que esteve presente na exibição de Cães de Aluguel em 1992, quando a sala tinha apenas 16 pessoas.
5. O que a edição de 50 anos oferece ao público?
A edição comemorativa exibe 380 filmes de 93 países, além de promover exposições, shows, debates e o lançamento de livros sobre a história do festival.