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Perfil mais conservador deve alterar Agendas do Congresso, diz professor da UnB

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Segundo o professor Jeferson Ramos dos Santos, avanço de partidos conservadores em 2026 priorizou segurança, custo de vida e valores e pode mudar votações no Congresso

O economista, doutor em ciência política e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jeferson Ramos dos Santos avaliou à Rádio Nacional, em relato repercutido pela CGN, que o crescimento da participação de partidos mais conservadores no Congresso Nacional e em governos estaduais nas eleições de 2026 reflete uma resposta do eleitorado a pautas do dia a dia.

Para o professor, as campanhas regionais priorizaram temas como segurança pública, custo de vida, valores e família, que se consolidaram em regiões onde foram eleitos senadores, deputados e governadores. “Os temas foram bastante relevantes. É um recado muito claro do eleitorado, mas as temáticas não foram abordadas de forma adequada pelo governo federal”, disse Jeferson, segundo CGN.

Temas que mobilizaram o voto

Jeferson Ramos dos Santos apontou que a ênfase em segurança pública, custo de vida e pautas de valores e família orientou parte significativa dos resultados eleitorais regionais. Ele também avaliou que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) teve menor peso direto nas urnas: “o STF não vai às urnas. Por isso, o impacto eleitoral direto foi menor”, afirmou, conforme registrado pela CGN.

Impacto institucional e debates no Senado

Apesar de, na avaliação do professor, a crise no STF ter influído menos no voto direto, ele antecipou que o tribunal deve ser foco de discussões na nova legislatura, com maioria mais conservadora no Senado. Jeferson disse que “nos próximos quatro anos, veremos o desenho institucional do Supremo sofrer algumas alterações, a extensão do poder individual de cada ministro e, eventualmente, até a limitação do mandato [dos ministros da Suprema Corte]”.

Agendas legislativa e votações em debate

O professor também comentou que a alteração na composição da Câmara e do Senado tende a modificar ritmo e perfil das proposições. Como exemplo de pauta trabalhista em discussão, a reportagem citou o fim da escala 6×1, com votação prevista para a semana mencionada e confirmada pelo presidente do Senado, Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), segundo a CGN.

Sobre a disputa Presidência, Jeferson lembrou que, de acordo com resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) seguem para o segundo turno com a menor diferença já registrada em um primeiro turno — cerca de 2,22 milhões de votos (1,87 ponto percentual) a favor de Flávio — e que o cenário permanece aberto para o segundo turno em 25 de outubro.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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