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Abhijeet Dipke e outros integrantes foram detidos ao chegarem à capital para liderar manifestações que exigem reformas eleitorais. Após a liberação, Dipke publicou nas redes sociais: “the CJP will neither back down nor be intimidated”.
A advogada do CJP, Ratna Singh, disse que a polícia informou que os líderes seriam apresentados ao magistrado para pedido de prisão preventiva. Em seguida, ela publicou no X que os três foram liberados pelo tribunal “sob a condição de que não se envolvam em quebra da paz por um ano”; a publicação foi posteriormente apagada e não está claro o significado ou alcance dessa suposta condição, nem se impede a participação em protestos, conforme relatou a BBC.
Dipke também afirmou em post que iria ao seu vilarejo para o funeral de sua avó, ocorrido por volta de sua prisão, e que os demais líderes, Saurav Das e Ashutosh Ranka, concederiam coletiva em Délhi.
As autoridades impediram a realização da manifestação prevista para o Jantar Mantar e fecharam grande parte do centro da cidade. Barricadas e um forte aparato policial e de paramilitares foram colocados em locais como Connaught Place, enquanto lojas, escritórios e restaurantes permaneceram fechados em muitos pontos.
Relatos da mídia citados pela BBC indicaram que cerca de 7.000 manifestantes foram detidos e liberados no sábado. Pelo menos 45 estações de metrô foram fechadas, estações ferroviárias principais tiveram trens cancelados e trajetos de manifestantes foram bloqueados; o acesso à internet também foi restringido em partes centrais de Délhi por todo o dia.
O CJP, que não é registrado como partido político na Índia, reivindica reformas eleitorais e pediu a renúncia do Chief Election Commissioner Gyanesh Kumar, acusando-o de manipular listas de votantes — alegação negada pela Comissão Eleitoral, segundo a BBC.
A tensão decorre de uma ampla atualização dos registros eleitorais em todo o país: a Comissão informou que já removeu pelo menos 130 milhões de nomes na tentativa de eliminar eleitores mortos, duplicados ou inelegíveis; o exercício tem gerado controvérsia e queixas de remoções indevidas, segundo a BBC.
Em resposta a queixas sobre detenções e restrições, a Supreme Corte Indian realizou uma audiência especial e ordenou que o governo restaurasse o acesso à internet e garantisse o funcionamento normal do metrô e dos serviços ferroviários, salvo em caso de perturbação da ordem pública. A corte também afirmou que a livre circulação de pessoas deve ser permitida e que não devem ocorrer detenções ilegais, conforme noticiou a BBC.