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A decretação do estado de emergência em 36 municípios pelo governo do Amazonas foi o passo essencial para que o governo federal pudesse formalizar o apoio necessário ao estado. A região enfrenta atualmente uma grave onda de queimadas, agravada pelo fenômeno climático El Niño.
A avaliação foi detalhada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, em entrevista coletiva concedida no último domingo (11). O objetivo do encontro foi apresentar a força-tarefa montada para o enfrentamento dos incêndios florestais.
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o reconhecimento da situação de emergência pela União ocorreu no mesmo dia da publicação no Diário Oficial da União (DOU). Essa agilidade permitiu a mobilização imediata de recursos, equipamentos e profissionais especializados.
A operação de combate aos incêndios reúne diversos Ministério, incluindo o Meio Ambiente, Minas e Energia, além da Defesa Civil Nacional e da Força Nacional do SUS. A logística conta com 11 aeronaves, entre elas dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), destinados ao transporte de equipes e insumos.
Segundo o ministro, o governo federal já havia realizado oficinas de preparação com autoridades locais há mais de 30 dias. O foco desses encontros foi discutir os riscos associados ao El Niño, como a estiagem severa e o aumento das queimadas, que já somam 6.901 focos desde o início de outubro.
Durante a coletiva, Waldez Góes rebateu críticas feitas pelo comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, que sugeriu uma suposta negativa de ajuda por parte da União. O ministro enfatizou que a atuação direta do governo federal exige o amparo legal do decreto estadual.
Góes criticou a politização do tema e defendeu a necessidade de coordenação entre as esferas de governo. O ministro declarou que, em momentos de crise, a prioridade deve ser a união de esforços entre brigadistas, Defesa Civil e autoridades locais para proteger a população.
A piora na qualidade do ar em Manaus forçou a Prefeitura a suspender eventos ao ar livre, incluindo programações em Parque e a Feirinha do Boi Manaus. O índice de material particulado fino atingiu níveis críticos, classificados como péssimos, no último sábado (10).
Embora tenha havido uma leve melhora, o boletim técnico da Defesa Civil Municipal mantém o alerta para novos episódios de fumaça. A exposição prolongada a esses poluentes pode agravar problemas respiratórios, afetando especialmente Criança e idosos.
Por que o governo federal precisou aguardar o decreto estadual?
Segundo o ministro Waldez Góes, a legislação brasileira exige a formalização do estado de emergência pelo governo estadual para que a União tenha legitimidade e legalidade no emprego de recursos e profissionais.
Quantas aeronaves estão sendo usadas no combate ao fogo?
A força-tarefa conta com 11 aeronaves, incluindo dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, para auxiliar no transporte de brigadistas e insumos essenciais.
Qual a situação dos eventos ao ar livre em Manaus?
A Prefeitura de Manaus suspendeu eventos ao ar livre no domingo (11) e na segunda-feira (12) devido aos níveis críticos de poluição atmosférica causados pela fumaça das queimadas.
O que causou o aumento das queimadas no Amazonas?
O governo aponta a combinação da estiagem severa com os efeitos do fenômeno climático El Niño como os principais fatores para o aumento de 91,38% nos focos de queimadas em comparação ao ano passado.
Como a Força Nacional do SUS está atuando?
A Força Nacional do SUS foi deslocada para o estado com o objetivo de reforçar o atendimento médico às pessoas afetadas pela inalação da fumaça e pelos impactos diretos dos incêndios.