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Assessor de Zelensky diz que ucranianos morreram por falta de avisos americanos sobre mísseis

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Serhii Beskrestnov diz que alertas dos EUA foram irregulares e que restrições ao Starlink persistem; Casa Branca nega mudança no compartilhamento de inteligência

Um assessor do President Volodymyr Zelensky afirmou à BBC que ucranianos morreram porque Kiev não recebeu avisos confiáveis dos Estados Unidos sobre ataques de mísseis. A Casa Branca, por sua vez, disse não haver alterações no compartilhamento de inteligência.

O que foi relatado pelo assessor

Serhii “Flash” Beskrestnov, identificado pela BBC como um assessor próximo de Zelensky, afirmou que “já morreram pessoas” por falta de tempo para alertar civis sobre ataques balísticos e descreveu a situação como “perigosa” e “muito ruim”. Segundo ele, os avisos americanos têm sido inconsistentes: às vezes chegam antes do ataque, outras vezes não, e em um caso chegaram apenas um minuto antes do impacto.

Beskrestnov afirmou ainda que o fluxo de dados de inteligência segue, mas que o problema está especificamente no componente de alertas de ataque aéreo. Ele também afirmou que não houve clareza sobre quem estava impondo restrições ao serviço militar Starshield, da Starlink, usado por Kiev para conectividade de drones, helicópteros e comunicações militares.

Posição e declarações de líderes ucranianos

Zelensky publicou nas redes sociais que "duas vezes na madrugada foram relatados ataques balísticos à capital, um sem aviso e o segundo com tempo mínimo para se abrigar". Em entrevista ao NBC, divulgada previamente, o President afirmou que o compartilhamento de inteligência havia sido restabelecido após uma pausa de três dias e disse: "Somos muito gratos por isso. Apenas os Estados Unidos têm essa inteligência única para nos avisar quando a Rússia usa mísseis balísticos".

Reações dos EUA

A Casa Branca afirmou à BBC que não houve mudanças nas operações de compartilhamento de inteligência com a Ucrânia. Um funcionário da Casa Branca, que falou sob condição de anonimato para tratar de assuntos de inteligência, disse que o governo Trump está focado em encerrar a guerra e ressaltou que os EUA forneceram mais ajuda à Ucrânia do que qualquer outro país.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que não houve uma “pausa” no compartilhamento de inteligência e declarou: “Não sei de onde [Zelensky] está obtendo essas informações ou por que ele as está dizendo à imprensa”. Rubio também comentou que não podia detalhar o incidente, mas que “há algumas noites houve um problema de software envolvendo o sistema de alerta precoce”.

Starlink, Starshield e impacto operacional

Elon Musk afirmou que o governo dos EUA controla, em última instância, o acesso ao Starshield, projeto desenhado para o Pentagon, e sugeriu que Washington poderia estar por trás das restrições; o texto relata que Trump negou envolvimento.

Incertezas e próximos passos

Beskrestnov disse que a Ucrânia possui dados de radar que fornecem algum nível de aviso de ataques e que o país busca alternativas de comunicação, inclusive para defesa aérea, comunicações entre forças e uso civil, diante da incerteza sobre o futuro do Starlink.

A BBC informou que contatou a Starlink para um posicionamento sobre as alegações e as restrições citadas na reportagem.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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