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Pais viajam mais de 500 km e resgatam filha de 19 anos mantida em cárcere privado em Ponta Grossa; namorado é preso

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Delegada e Guarda Municipal afirmam que mensagens ‘evasivas’ levaram os pais a suspeitar; jovem apresentava hematomas e ficou quase duas semanas no apartamento

Pais percorreram mais de 500 km até Ponta Grossa (Campos Gerais do Paraná) e, com apoio da Guarda Municipal, encontraram a filha de 19 anos mantida em cárcere privado em um apartamento. O namorado dela, também de 19 anos, foi autuado pelos crimes de cárcere privado e lesão corporal contra mulher.

Segundo a delegada Claudia Kruger, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), a família desconfiou após perceber que a jovem se comunicava de forma evasiva e evitava mostrar o rosto em chamadas de vídeo.

Como a família localizou o endereço

De acordo com a delegada, os pais conseguiram identificar o endereço do namorado e, na quarta-feira (21), acionaram a Guarda Municipal. Ao chegarem ao imóvel, encontraram a jovem com diversas lesões. O nome do homem não foi divulgado oficialmente para preservar a identidade da vítima.

O flagrante do agressor foi convertido em prisão preventiva, informa a autoridade Polícia.

Relatos sobre as agressões e período de cárcere

A Guarda Municipal informou que a vítima relatou ter sido impedida de sair da residência por cerca de duas semanas e que sofreu agressões repetidas, incluindo socos, tapas, chutes e golpes com um cabo de vassoura. Segundo o relato coletado pela equipe, ela afirmou também ter sido enforcada e ter perdido a consciência após golpes na cabeça.

Os pais encontraram hematomas no rosto, na cabeça e nos braços da jovem. A investigação confirmou que as mensagens trocadas com a família foram enviadas a partir do aparelho do namorado, já que o celular pessoal da vítima havia sido danificado pelo homem.

Denúncias e canais de contato

A reportagem cita ainda que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 (Polícia Civil) e 181 (Disque-Denúncia). Em caso de crime em andamento ou perigo imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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