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O Ibovespa caiu pelo terceiro pregão seguido nesta quarta-feira (28 de outubro de 2026), encerrando em 171.006,10 pontos, recuo de 2,68%, informou a Agência Estado. O fechamento foi o menor nível desde 20 de agosto, Quanto o índice registrou 167.927,15 pontos.
A queda ocorreu em meio a preocupações de investidores sobre a continuidade de uma agenda fiscal expansionista do governo, que tem levado grandes investidores, inclusive estrangeiros, a reduzir posições de maior risco, segundo CGN.
O volume negociado nas ações do Ibovespa somou R$ 41 bilhões na sessão de 28 de outubro de 2026. Na semana o índice acumulou perda de 16,6% e, no mês, recuou 8,2%. Dados da B3 divulgados à imprensa mostraram que, somente na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno das eleições, estrangeiros sacaram R$ 2,846 bilhões da bolsa.
As baixas se espalharam pela maior parte dos setores, com destaque para ações cíclicas. O índice do setor imobiliário (IMOB) cedeu 5,71% e o de small caps (SMLL) teve baixa de 4,22%. Entre os bancos, os destaques negativos foram Bradesco PN (-6,68%), Itaú Unibanco (-3,42%) e BTG Pactual (-6,52%).
Profissionais ouvidos pela reportagem atribuíram o movimento a fatores domésticos. Cláudio Coppola, gestor da Venice RC, afirmou que os bancos ajudaram a pressionar o índice e que a indefinição sobre nomes-chave, como o do Ministério da Fazenda e da Casa Civil, aumenta o prêmio pedido pelo mercado.
segundo CGN, a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter inalterados os juros dos EUA teve efeito limitado sobre o desempenho da bolsa local. A coletiva do presidente do Fed, Kevin Warsh, que disse que o órgão reduzirá o número de reuniões com decisão monetária em 2027 e 2028, não foi suficiente para sobrepor as preocupações com o cenário político doméstico.