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Três suspeitos são acusados de usar vídeos e chamadas com deepfakes de executivos para induzir funcionários a autorizar transferências que somariam US$ 129 milhões. As informações foram divulgadas pelo UOL com base na acusação apresentada por promotores dos Estados Unidos.
De acordo com a acusação, os alvos geralmente trabalhavam na área contábil e tinham autorização para aprovar grandes pagamentos. Após os primeiros contatos, eles eram encaminhados a um falso advogado, que explicava a suposta operação e indicava as contas para onde o dinheiro deveria ser enviado.
Os promotores afirmam que a operação atingiu milhares de empresas em diferentes países. O dinheiro recebido, segundo eles, era convertido em criptomoedas.
Os acusados são Jacob Soall, de 41 anos, Sharon Hazan, de 54, e Guy Sheetrit, de 42. Soall e Hazan foram presos na Espanha em 17 de junho e 5 de agosto, respectivamente. Sheetrit foi preso no Reino Unido em 7 de setembro.
As autoridades não identificaram as empresas atingidas, mas relataram perdas em diferentes setores. Uma rede de hospitais do Missouri teria perdido cerca de US$ 4,83 milhões, e um banco de Rhode Island, aproximadamente US$ 2,68 milhões, ambos em novembro de 2024.
Também foram citadas perdas de aproximadamente US$ 2,97 milhões em uma rede de hospitais da Califórnia, em dezembro de 2024, e de cerca de US$ 11,58 milhões em uma empresa britânica de tecnologia financeira, em março de 2025.
Fonte: UOL.