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Apesar de ter sido popularizado como um legume, o tomate é, na verdade, um fruto. Presença constante na mesa dos brasileiros, ele brilha na cozinha pela versatilidade: pode ser consumido in natura, em saladas, entradas e até sucos e drinks, ou ganhar novas camadas de sabor quando vai ao fogo, em molhos, sopas, pizzas e acompanhamentos. Nada se perde — até as sementes entram no preparo, reforçando textura e sabor.
O tomate também é um aliado nas dietas, pois, de acordo com dados da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), uma porção de 100 gramas apresenta, em média, 18 calorias. No cuidado com a saúde — especialmente a masculina —, o alimento é conhecido por contribuir para a prevenção do câncer de próstata.
“Estudos indicam que o licopeno — uma substância do grupo dos carotenoides — tem propriedades antioxidantes que podem reduzir o risco deste tipo de câncer. O consumo regular de tomate, especialmente em sua forma cozida, está associado a uma menor incidência da doença”, explica a Dra. Isolda Prado — Médica Nutróloga, Diretora da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) e Professora de nutrologia da UEA (Universidade do Estado do Amazonas).
O tomate é rico em vitaminas C e A, potássio e antioxidantes. Esses nutrientes ajudam a reduzir inflamações, cuidam da saúde do coração, contribuem para controlar a pressão arterial, favorecem a circulação e protegem a visão. Consumido regularmente, o tomate também fortalece o sistema imunológico, ajuda a combater os radicais livres e a retardar o envelhecimento, fortalece unhas e cabelos e mantém a pele mais firme e elástica.
Abaixo, confira dúvidas sobre o consumo do tomate:
Sim. Por ser ácido, em algumas pessoas com gastrite ou refluxo gastroesofágico, pode piorar os sintomas, devido a uma irritação na mucosa gástrica. Nesse caso, deve-se limitar o consumo ou preferir formas menos ácidas, como tomate cozido e sem casca, sempre observar como o corpo reage e seguir a orientação médica.
O consumo diário do tomate faz bem, pois ele é rico em nutrientes importantes. Mas é fundamental variar a dieta e combiná-lo com outros vegetais, garantindo mais diversidade alimentar e aproveitando ao máximo os benefícios para o organismo.
Comer as sementes do tomate é seguro para a maioria das pessoas. A atenção é para as pessoas com diverticulose ou problemas intestinais específicos. Nestes casos se recomenda moderação, pois as sementes podem causar desconforto ou inflamação.
O licopeno é o principal antioxidante do tomate e é mais bem absorvido quando o fruto é cozido e apresenta óleo no preparo. Por isso, o consumo em molhos ou assado aumenta a biodisponibilidade desse nutriente. Já em saladas, in natura, o tomate mantém mais vitamina C, que é sensível ao calor. A dica é variar as formas de preparo para aproveitar os diferentes benefícios de cada nutriente.
Por Edna Vairoletti