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O caso que chocou o município de Maringá, no Noroeste do Paraná, avançou para uma nova fase judicial. O advogado de 25 anos, acusado de assassinar a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, tornou-se oficialmente réu pelo crime de feminicídio, conforme informação divulgada pelo portal Banda B.
A denúncia apresentada pela 23ª Promotoria de Justiça de Maringá, do Ministério Público do Paraná (MPPR), foi recebida integralmente pela Justiça. O acusado permanece cumprindo prisão preventiva na cadeia Público local, onde aguarda o desenrolar do processo penal pelos atos cometidos no dia 5 de setembro.
O crime ocorreu dentro do apartamento onde a vítima residia. Segundo as investigações, a médica foi atingida por 14 golpes de faca. No momento do ataque, o filho do casal, um bebê de apenas oito meses de idade, estava presente no imóvel, o que também fundamentou a denúncia por abandono de incapaz.
O promotor de Justiça Julio Cezar da Silva enfatizou a frieza demonstrada pelo suspeito logo após o ato. De acordo com a acusação, o homem teria tomado banho, trocado de roupa e saído com o veículo da vítima, deixando o bebê sozinho no apartamento ao lado do corpo da mãe.
O MPPR reforçou que o crime possui qualificadoras graves, incluindo a motivação torpe e o uso de meio cruel. O promotor Julio Cezar ressaltou que, por se tratar de uma médica que também era mãe, o caso prevê causas de aumento de pena, sustentadas pelas perícias que atestam a brutalidade dos múltiplos golpes.
Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução. O objetivo do Ministério Público é que o acusado seja pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, que é a instância responsável por deliberar sobre crimes dolosos contra a vida no sistema jurídico brasileiro.
O promotor Edson Semensati declarou que o órgão ministerial buscará a condenação do réu perante os jurados. O advogado de defesa ainda terá a oportunidade de se manifestar durante as próximas etapas da ação penal, enquanto o réu segue detido preventivamente por determinação judicial.
O acusado segue preso? Sim, a Justiça manteve a prisão preventiva do advogado, que permanece detido enquanto responde ao processo.
Quais são as acusações formais contra ele? Ele foi denunciado por feminicídio, com qualificadoras de meio cruel e motivo torpe, além da acusação de abandono de incapaz.
Qual foi a dinâmica do crime segundo o MPPR? A denúncia aponta que a vítima foi morta com 14 facadas e o suspeito agiu com frieza, saindo do local e deixando o filho do casal, um bebê, sozinho no apartamento.
O que acontece na próxima fase do processo? O caso entra na fase de instrução, onde serão colhidas provas e depoimentos, para que depois a Justiça decida se ele irá a júri popular.
O réu pode recorrer? A defesa terá direito de apresentar manifestações e argumentos durante todo o curso da ação penal, garantindo o devido processo legal.