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Apenas 1 em cada 5 motociclistas de aplicativo possui cobertura previdenciária no Brasil, aponta IBGE

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Levantamento do IBGE mostra que a grande maioria dos motociclistas que utilizam plataformas digitais para trabalho atua sem amparo previdenciário no país

Um novo módulo especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua trouxe à tona a realidade dos profissionais que utilizam aplicativos para transporte de passageiros e entregas. O estudo destaca a baixa adesão à previdência social entre esses trabalhadores.

Segundo a pesquisa, o Brasil conta atualmente com cerca de 405 mil motociclistas de aplicativos. Destes, apenas 79 mil possuem cobertura previdenciária, o que representa uma taxa de apenas 19,4%, ou seja, aproximadamente um em cada cinco profissionais.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (4) pela Agência Brasil, com base nos dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) durante o ano de 2025. O órgão classificou esses profissionais como trabalhadores plataformizados.

Vulnerabilidade em uma ocupação de alto risco

O analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, ressaltou que a baixa proteção previdenciária é preocupante, dado o perfil da atividade exercida. Os condutores estão expostos a acidentes de trânsito e outros riscos inerentes ao dia a dia nas ruas.

A falta de contribuição aos Instituto de previdência significa que muitos desses trabalhadores ficam desprotegidos em momentos críticos, como em casos de necessidade de aposentadoria, benefício por incapacidade ou pensão por morte para seus dependentes.

Crescimento acelerado do setor

O levantamento aponta uma expansão expressiva da categoria. Entre 2024 e 2025, o número de motociclistas plataformizados cresceu 15,4%. Em um recorte maior, desde 2022, o contingente praticamente dobrou, saltando de 211 mil para os atuais 405 mil trabalhadores.

Em comparação, o índice de cobertura previdenciária para o setor privado como um todo no país é de 62,4%. Quando se analisa apenas os motociclistas que não utilizam aplicativos, a taxa de cobertura previdenciária sobe para 31%.

Renda e jornada de trabalho

A pesquisa detalhou que o rendimento médio mensal dos motociclistas de aplicativos foi de R$ 2.221, valor que já desconta gastos operacionais como o combustível. A jornada semanal média desses profissionais é de 44,9 horas.

O estudo também trouxe dados sobre motoristas de aplicativos, que somam 905 mil pessoas. Entre eles, a cobertura previdenciária é ligeiramente maior, atingindo um em cada quatro trabalhadores (25,5%), embora ainda abaixo da média nacional de 43,8% para motoristas em geral.

FAQ: Perguntas frequentes sobre o setor

Qual a parcela de motociclistas de app com previdência?
Apenas 19,4% dos cerca de 405 mil motociclistas de aplicativos possuem cobertura previdenciária, conforme dados do IBGE.

Por que a cobertura previdenciária é importante para esses trabalhadores?
A contribuição garante direitos essenciais como aposentadoria, auxílio por incapacidade em caso de acidentes e pensão por morte.

Como foi calculado o rendimento médio dos motociclistas?
O IBGE considerou o valor efetivamente retirado pelo trabalhador, já descontando custos operacionais obrigatórios como o combustível.

Qual a jornada de trabalho média desses profissionais?
Os motociclistas que operam via aplicativos trabalham, em média, 44,9 horas por semana.

O número de trabalhadores em aplicativos está crescendo?
Sim, o número de motociclistas plataformizados quase dobrou entre 2022 e 2025, passando de 211 mil para cerca de 405 mil pessoas.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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