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O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (4), aponta que esse contingente representava 1,9% do total de ocupados no país em 2025. O estudo foca em trabalhadores com 14 anos ou mais que utilizam aplicativos para serviços de transporte e entregas.
A pesquisa classifica esses profissionais como plataformizados, destacando que a maioria atua por conta própria, mas enfrenta jornadas semanais mais intensas e remuneração horária inferior à dos trabalhadores do setor privado que não utilizam essas ferramentas.
Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a análise detalha como esse modelo de trabalho se distribui entre diferentes setores da economia Brasileiro.
O setor de transporte de passageiros é o que concentra o maior número de trabalhadores, somando cerca de 1,2 milhão de pessoas, o que equivale a 58,9% do total de plataformizados. Deste grupo, 1,1 milhão utilizam plataformas como Uber e 99, enquanto 232 mil atuam exclusivamente com aplicativos de táxi.
Os entregadores de comida e produtos representam 19,2% da categoria, totalizando 376 mil pessoas. Além disso, há 313 mil profissionais em áreas de serviços gerais, como designers e profissionais de saúde. O IBGE observou que, ao considerar apenas quem tem o app como ocupação principal, houve um crescimento de 36,8% em três anos.
Um dos pontos centrais da pesquisa é a diferença na carga horária. Enquanto o trabalhador não Plataformizados cumpre, em média, 39,3 horas semanais, o trabalhador de aplicativo registra uma Jornadas de 44,7 horas. Essa disparidade reflete diretamente no ganho por hora, que é de R$ 16,20 para quem usa apps, contra R$ 18,40 dos demais.
O rendimento médio mensal de R$ 3.147 para os plataformizados considera o valor líquido, já descontados custos operacionais como combustível. A pesquisa aponta que, para muitos, a entrada nos aplicativos foi motivada pela dificuldade de encontrar outra oportunidade de trabalho no mercado convencional.
Apesar de 86,8% dos trabalhadores se declararem por conta própria, o IBGE identifica um alto grau de dependência em relação às plataformas. Cerca de 80,2% dos motoristas de transporte de passageiros afirmam que o valor recebido por tarefa depende totalmente das empresas, e 71,3% admitem que a forma de pagamento é decidida pelos apps.
A informalidade também é marcante: 72,1% dos plataformizados estão na informalidade, e apenas 34% possuem cobertura previdenciária. Esse cenário coloca em debate a chamada uberização, tema que atualmente é objeto de análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para definir a natureza do vínculo entre os trabalhadores e as plataformas.
1. Quantas pessoas trabalhavam por aplicativos no Brasil em 2025?
O IBGE identificou cerca de 2 milhões de pessoas utilizando plataformas digitais para trabalho no país.
2. Quais são as principais categorias de trabalhadores por aplicativos?
A maioria atua no transporte de passageiros (58,9%), seguida por entregadores (19,2%) e prestadores de serviços gerais (16%).
3. Qual a diferença de Jornadas entre plataformizados e outros trabalhadores?Trabalhadores de aplicativos cumprem, em média, 44,7 horas semanais, enquanto os demais trabalhadores ocupam-se por 39,3 horas.
4. Como é a situação previdenciária desses profissionais?
Apenas 34% dos plataformizados possuem cobertura previdenciária, índice significativamente menor do que os 63% registrados entre os não plataformizados.
5. O que o IBGE aponta sobre a dependência das plataformas?
O instituto destaca que, embora sejam autônomos, a maioria dos trabalhadores depende totalmente das plataformas para definir valores, prazos e formas de pagamento, configurando uma relação de dependência distinta da conta própria tradicional.