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Brasileiro é condenado a 12 anos nos EUA por lavagem de mais de US$ 30 milhões

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Departamento de Justiça dos EUA afirma que Ygor Fokin Saviolli liderou organização que movimentou mais de US$ 30 milhões

O brasileiro Ygor Fokin Saviolli, de 35 anos, foi condenado a 12 anos de prisão nos Estados Unidos por atuar como gerente e supervisor de uma organização internacional de lavagem de dinheiro que movimentou mais de US$ 30 milhões, incluindo recursos provenientes do tráfico de drogas.

A decisão foi anunciada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 16 de outubro de 2026, segundo CGN da Agência Estados publicada na CGN. A defesa de Saviolli não foi localizada, de acordo com a matéria.

Como funcionava a organização

Segundo documentos judiciais citados pela reportagem, o grupo usava uma rede de mensageiros para colher dinheiro em espécie, depositá-lo em bancos nos EUA e transferir recursos de volta a fornecedores de drogas no exterior. As operações eram coordenadas por mensagens no WhatsApp, que reuniam facilitadores e responsáveis pelas coletas em diferentes cidades americanas.

Condenações e penas

Além de Saviolli, outros cinco réus foram condenados por participação no esquema. As penas foram anunciadas em 24 de setembro de 2026 e variam de 12 meses e um dia a sete anos e dez meses de prisão. As defesas desses réus também não foram localizadas, segundo CGN.

  • Gabriel Cezar Menezes, 29 anos (brasileiro): 94 meses de prisão; atuava como facilitador, orientava e supervisionava mensageiros e realizou coletas pessoais.
  • Omar Aliperti De Mello Correa, 34 anos (americano): 30 meses de prisão; atuava como mensageiro.
  • Leandro De Ávila Gonçalves, 43 anos (brasileiro): 24 meses de prisão; atuava como mensageiro.
  • João Andrade De Mello, 29 anos (brasileiro): 12 meses e um dia de prisão; atuava como mensageiro.
  • Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa, 30 anos (brasileiro): 12 meses e um dia de prisão; atuava como mensageiro.

O Departamento de Justiça informou que os mensageiros recolhiam grandes quantias em dinheiro vivo em cidades como Atlanta, Charlotte, Chicago, Cleveland, Minneapolis, Rochester e Tampa. A reportagem acrescenta que os réus Brasileiro residiam ilegalmente nos Estados Unidos no momento das prisões.

Investigação e processo

Em junho de 2026, as declarações de culpa dos seis acusados por conspiração para cometer lavagem de dinheiro foram aceitas pelo tribunal distrital, segundo CGN. O caso foi investigado pelo FBI, com assistência da DEA e da HSI, incluindo escritórios em Brasília e Miami. A acusação foi conduzida por integrantes da Divisão Criminal do Departamento de Justiça e pelo gabinete do procurador federal do Distrito Sul da Flórida.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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