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Buscas por 900 trabalhadores no Nepal: equipes tentam resgatar sobreviventes presos em túneis de usinas hidrelétricas

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Equipes de resgate intensificam os esforços para localizar centenas de trabalhadores desaparecidos em túneis de hidrelétricas após enchentes devastadoras no Nepal

Equipes de resgate nepalesas seguem em uma corrida contra o tempo nesta segunda-feira (7) para localizar mais de 100 trabalhadores que podem estar presos em túneis de usinas hidrelétricas. O esforço ocorre dias após resgates bem-sucedidos em meio aos escombros deixados pelas enchentes que atingiram a região do Himalaia.

O desastre, ocorrido em 26 de agosto, foi causado pelo desabamento de parte de uma geleira, que gerou uma massa colossal de lama e rochas sobre rios na fronteira com o Tibete. Segundo a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ao menos 1.380 pessoas morreram e mais de 5.500 seguem desaparecidas na região.

A esperança de encontrar sobreviventes ganhou força após o resgate de quatro pessoas nos últimos dias, incluindo um cidadão chinês e dois trabalhadores de usinas. Autoridades acreditam que muitos túneis possuem bolsas de ar e salas que podem ter servido de abrigo para os funcionários.

Desafios na operação de busca e resgate

O parlamentar Shri Ram Neupane informou que equipes de resgate estão focadas em áreas como o projeto hidrelétrico de Chilime, no distrito de Rasuwa. O local foi severamente impactado pelos detritos, mas as autoridades já obtiveram equipamentos especializados para acessar as estruturas subterrâneas com maior precisão.

O governo do Nepal solicitou à comunidade internacional o envio urgente de drones de alta capacidade, pontes Bailey, kits de teste de DNA e trajes específicos para resgate em túneis. O objetivo é reforçar a logística de busca, que ainda enfrenta grandes obstáculos devido à destruição de estradas e rodovias.

Situação na fronteira e apoio da China

Do lado chinês, as autoridades confirmaram a recuperação de mais 12 corpos no Tibete. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, declarou que o país continuará empenhado nas operações de busca e na divulgação de informações atualizadas sobre a situação na região, que é um importante destino de peregrinação.

Enquanto as buscas prosseguem, o Nepal observa o 13º dia após o desastre, data que marca o encerramento do luto tradicional nos ritos hindus. Bandeiras nacionais foram hasteadas a meio-mastro em todo o país e nas representações diplomáticas no exterior em sinal de respeito às vítimas.

Gestão de emergência e proteção de civis

O governo destacou ações pontuais de salvamento, como a operação na prisão distrital de Nuwakot. Agentes de segurança conseguiram transferir 923 presos para uma área elevada antes que as águas invadissem o prédio, evitando uma tragédia maior. Outras 50 detentos que tentaram fugir durante o caos foram prontamente recapturados.

O presidente Ram Chandra Paudel visitou as áreas atingidas para avaliar os danos. O Centro Nacional de Operações de Emergência (NEOC) reiterou que, devido à prioridade total às operações de busca, não estão previstos eventos governamentais de grande porte para marcar o encerramento do período de luto nacional.

Perguntas frequentes sobre o desastre no Nepal

Qual a causa das enchentes no Nepal? O desastre foi provocado pelo desabamento de parte de uma geleira, que liberou uma enorme massa de lama e rochas sobre rios na fronteira com a China.

Quantas pessoas estão desaparecidas em projetos hidrelétricos? Estima-se que 900 pessoas estejam desaparecidas em projetos hidrelétricos, sendo que cerca de 121 delas poderiam estar presas dentro da rede de túneis.

Por que as autoridades acreditam que ainda há sobreviventes?

Quais equipamentos o Nepal solicitou à comunidade internacional? O país pediu drones de alta capacidade, pontes Bailey, kits de teste de DNA, trajes para resgate em túneis e insumos para prevenção de epidemias.

Como está a cooperação com a China? As autoridades chinesas informaram que estão conduzindo buscas no Tibete e se comprometeram a compartilhar informações atualizadas sobre as operações e a situação pós-desastre.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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