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O primeiro-ministro Mark Carney sugeriu ao Parlamento Europe em Estrasburgo que o Canadá avance rumo a uma relação mais próxima com a União Europeia, incluindo a possibilidade de permitir que cidadãos canadenses vivam, trabalhem e estudem no bloco. A proposta também incluiu a ideia de o país aderir ao programa de bolsas Erasmus+.
Miriam Levin-Gold, ao falar com a BBC em Toronto, disse que a possibilidade é positiva para jovens explorarem e ganharem experiências no exterior. Em uma rede social, membros de um grupo no Facebook citaram vantagens como taxas universitárias menores para futuras gerações e facilidades para quem já tem imóvel na France.
Outros entrevistados manifestaram insatisfação com tensões bilaterais com os Estados Unidos. David Jardine disse que, diante da guerra comercial e da retórica do President Donald Trump, vê sentido em associar-se mais à Europe. Maggie Stainton, que administra o pub C'est What em Toronto, afirmou sentir-se emocional devido às relações "voláteis" com os EUA e que percebe mais estabilidade na Europe. Ahmed Khalil ressaltou que, embora efetive a aproximação com a UE, o Canadá não deveria esquecer o relacionamento com os Estados Unidos.
Detalhes concretos do plano de Carney ainda são escassos, conforme relata a BBC. A própria noção de "associação" não está prevista nas regras atuais da UE e exigiria processos formais complexos. A reportagem também lembra que o Acordo Abrangente de Economic e Comércio (Ceta) entre Canadá e UE ainda aguarda ratificações em diversos países europeus.
Do lado político interno, parlamentares conservadores pediram esclarecimentos. Adam Chambers, deputado conservador por Simcoe North, disse à BBC que Carney precisa elaborar se a proposta será algo concreto ou apenas retórica.
A reportagem cita uma pesquisa da Abacus Data realizada antes do discurso, segundo a qual 80% dos canadenses apoiariam aprofundar a cooperação estratégica com a UE, e mais da metade dos entrevistados se sente mais próxima da Europe do que dos Estados Unidos. Carney afirmou ao Parlamento que "somos mais fortes juntos" diante de uma "ruptura geopolítica", conforme registrado pela BBC.
Em resumo, a iniciativa trouxe entusiasmo público e reacendeu o debate sobre diversificação de laços internacionais do Canadá — mas permanece incerto como e quando qualquer estatuto de “associação” com a UE poderia ser elaborado e aprovado.