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Bernadette Greene-Placentia, candidata Democrat ao Congresso no Arizona, disse que foi estuprada em um estacionamento enquanto consertava placas de campanha tarde da noite em 14 de agosto, segundo entrevista publicada pelo Phoenix New Times e repercutida pela BBC.
Ela relatou ter sido nocauteada durante o ataque e acordado com um homem sobre ela. Greene-Placentia afirmou que só registrou ocorrência no Maricopa County Sheriff’s Office duas semanas após o episódio.
O adversário Republican Abraham Hamadeh pediu, em declaração, que as autoridades "investiguem essas sérias alegações a fundo, incluindo encontrar todas as imagens de câmera possíveis do local e horário". Em outra passagem da mesma nota, Hamadeh afirmou: "Nenhum American deveria tornar‑se vítima de um crime em sua própria comunidade". A BBC reportou que Hamadeh concorre a um segundo mandato.
A reportagem informa que a BBC procurou o Maricopa County Sheriff’s Office. Um porta‑voz do xerife disse ao New York Times que a investigação estava em curso.
Após o episódio, Greene‑Placentia disse ter se afastado do público por dois dias, ficando em um apartamento separado de seu marido e faltando a um evento de campanha. Pessoas próximas a ela notaram mudança de comportamento quando ela voltou ao convívio, segundo o Phoenix New Times.
Ela afirmou não ter procurado um médico nem realizado exame de corpo de delito. Greene‑Placentia disse que a memória do que ocorreu é fragmentada e que não conseguiu ver bem os dois agressores; conforme relato ao New York Times, descreveu‑os como homens brancos. A candidata também disse que um dos agressores pode ter feito comentário sobre sua filiação política, além de um xingamento misógino, mas afirmou não ter certeza.
Greene‑Placentia disse sentir vergonha e ter inicialmente desejado esquecer o episódio, mas decidiu falar para apoiar outras vítimas de agressão sexual. “Eu não sentia que poderia continuar dizendo aquilo se eu também não estivesse lutando pelas mulheres que são vítimas de agressão sexual”, afirmou ao Phoenix New Times. Ela também expressou receio de que eleitores interpretem a denúncia como um expediente político ou que o caso ofuscasse sua mensagem sobre acessibilidade.
Fato confirmado pelas fontes fornecidas: a candidata relatou o ataque ocorrido em 14 de agosto em Sun City; ela registrou ocorrência duas semanas depois; o xerife informou, por meio de porta‑voz ao New York Times, que a investigação está em curso; e seu oponente pediu investigação completa. Detalhes sobre a identificação dos suspeitos, provas físicas ou andamento específico da apuração não foram informados nas fontes consultadas.