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Cessar‑fogo é ampliado em Kherson para permitir ajuda humanitária a Oleshky, dizem autoridades

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Trégua negociada por Melania Trump e pelo Papa Leo XIV amplia área para comboios; entregas e evacuações estão programadas e não há relatos de violações até o momento

Várias fontes confirmaram que a área coberta pela trégua foi ampliada para permitir passagem segura a comboios humanitários e, em sequência, evacuações dos moradores de Oleshky.

O que está previsto

De acordo com o acordo citado pela reportagem, o cessar‑fogo será seguido por entregas de ajuda a Oleshky e por evacuações planejadas para sexta‑feira. Autoridades locais informaram que as estradas poderão ser liberadas para remoção de minas possivelmente a partir de quinta‑feira.

David Arakhamia, dirigente do partido parlamentar do President Volodymyr Zelensky, afirmou que a trégua deve continuar até as 22:59, horário ucraniano, de domingo, 1º de novembro, e descreveu o acordo como a "maior desescalada desde 2022", segundo a BBC/Reuters.

Situação humanitária em Oleshky

Estima‑se que entre 1.700 e 2.000 pessoas permanecem em Oleshky, com alguns milhares a mais nas áreas vizinhas, informou a reportagem. Moradores disseram à BBC que a cidade está sem eletricidade, água e gás desde a explosão da barragem de Kakhovka em 2023 e que muitos recorrem a cozinhar plantas do jardim para tentar sobreviver.

Uma moradora relatou ter pisado em uma mina e passado por duas cirurgias, e manifestou preocupação em não conseguir embarcar na evacuação. Comunicações na cidade são intermitentes e moradores relataram receio de falar abertamente por medo de retaliações, segundo a BBC/Reuters.

Quem confirma e advertências

O alargamento da trégua foi anunciado pela primeira‑dama dos EUA, Melania Trump, que disse ter ajudado a mediar o acordo junto com o Papa Leo XIV. A informação foi posteriormente corroborada pela assessoria do ombudsman público da Ucrânia e por Oleksandr Tolokonnikov, vice‑chefe de Kherson, que afirmou que os bombardeios russos haviam cessado na cidade de Kherson, controlada pela Ucrânia, e na região.

O porta‑voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que tudo procede “de acordo com o plano” e elogiou a mediação dos EUA. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, disse que, se o cessar‑fogo produzir resultados, ele poderá “abrir caminho para outros passos no processo de paz”.

Ao mesmo tempo, autoridades ucranianas alertaram para cautela: o Estado‑Maior das Forças Armadas da Ucrânia pediu que moradores não confiem em relatos não verificados sobre rotas, horários e locais de movimento de pessoas e comboios humanitários. O President Volodymyr Zelensky também advertiu que rotas desminadas por forças russas poderiam fazer com que civis que deixassem Oleshky "sigam para a Rússia e permaneçam lá", conforme citado pela BBC/Reuters.

Logística e dúvidas

Fontes russas disseram que unidades do grupo Dnepr do exército estavam fazendo reconhecimento e limpando as estradas principais de dispositivos explosivos. Vladimir Saldo, indicado pelas autoridades russas para áreas ocupadas de Kherson, afirmou que acomodações temporárias foram preparadas na própria região, na Crimea anexada e em regiões russas próximas, e disse que a maioria dos moradores queria deixar a cidade e permanecer na Rússia — declaração que a reportagem apontou como não corroborada no terreno.

Muitos detalhes sobre os planos de evacuação e sobre quem poderá sair ou retornar ainda são incertos, e voluntários locais relataram que cerca de 500 pessoas haviam manifestado interesse em deixar a cidade até a tarde de terça‑feira, segundo a BBC/Reuters.

As informações desta matéria foram apuradas a partir de reportagem da BBC que cita a Reuters.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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