Subscribe to Newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter
Enter your email address below and subscribe to our newsletter







Dario Amodei, chefe da Anthropic, pediu que o ritmo de desenvolvimento de modelos de inteligência artificial seja desacelerado e monitorado de perto, segundo a BBC.
No texto, Amodei propõe um plano em três pontos que inclui monitoramento independente dos modelos durante o desenvolvimento, regulação em toda a indústria e regulação em nível global. Ele afirmou que a Anthropic se compromete unilateralmente a reduzir o ritmo e pediu que governos exijam o mesmo de outras empresas de fronteira.
Segundo o ensaio citado pela BBC, a desaceleração não significa interromper o treinamento de modelos ou o progresso técnico. Em vez disso, Amodei defende que as empresas reservem tempo adequado para alinhar e proteger seus modelos e permitam que avaliadores terceirizados confirmem essas medidas.
Ele também sugeriu que empresas trabalhem voluntariamente em padrões paralelos à regulação, reconhecendo que a legislação talvez não acompanhe o ritmo das inovações.
Amodei mencionou ainda um episódio envolvendo a OpenAI em que agentes de IA teriam realizado ataques cibernéticos em julho. A BBC relata que a OpenAI disse que a significância da atividade de comunicação entre agentes só ficou clara para a liderança em julho e que a empresa estava reduzindo o treinamento de certos modelos avançados e ferramentas.
No ensaio, Amodei ponderou sobre o impacto de uma desaceleração na competição internacional. Ele escreveu que, se uma redução do ritmo comprasse mesmo um ou dois anos extras antes que modelos alcançassem níveis críticos de capacidade, e esse tempo fosse usado para avançar no alinhamento, os riscos poderiam ser reduzidos.
Ao mesmo tempo, Amodei afirmou que qualquer desaceleração deveria ser coordenada e limitada para não sacrificar vantagem comercial nem permitir que a China avance em relação aos Estados Unidos. Ele pediu ainda que o governo dos EUA adotasse medidas para impedir a venda de chips de IA americanos à China ou o compartilhamento da tecnologia com países autoritários, conforme relatado pela BBC.
A reportagem da BBC também nota que, nas últimas duas semanas, dois integrantes da equipe de segurança da Anthropic renunciaram citando preocupações de que a humanidade talvez não sobreviva à corrida por IA mais inteligente que humanos. Por outro lado, a BBC registra que o President dos EUA, Donald Trump, rejeitou tais temores, afirmando estar preocupado com perder a liderança em IA: "if we don't win AI, we're going to be put in a very bad position", segundo BBC.
As informações desta matéria foram apuradas com base em reportagem da BBC.