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Dados inéditos revelam alto risco de violência contra a mulher com deficiência no Brasil

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Estudo do DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência detalha cenários de vulnerabilidade e agressões enfrentadas por brasileiras com deficiência

Mulheres com deficiência enfrentam riscos elevados de sofrerem agressões, abusos e negligência, tanto no ambiente doméstico quanto em espaços públicos. A realidade alarmante é o foco de um levantamento inédito realizado pelo DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência.

Os dados serão apresentados nesta quarta-feira, às 10h, durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH). O encontro foi solicitado pela senadora Mara Gabrilli, que busca dar visibilidade às barreiras sociais, políticas e profissionais enfrentadas por esse grupo.

Impacto da violência doméstica e familiar

O levantamento aponta que mais de 4,4 milhões de mulheres com deficiência no Brasil já foram vítimas de violência praticada por homens. O índice de 38% supera significativamente os 25% observados entre mulheres que não possuem deficiência.

A pesquisa detalha que a violência é frequente em fases precoces da vida. Entre as vítimas, 36% sofreram a primeira agressão até os até 19 anos, enquanto 24% foram agredidas entre os 20 e 29 anos, totalizando seis em cada dez casos antes dos 30 anos.

Perfil dos agressores e tipos de agressão

Nos casos classificados como mais graves, 65% dos agressores eram maridos ou companheiros das vítimas. O estudo revela que a violência psicológica lidera as estatísticas, atingindo 88% das mulheres ouvidas, seguida pela moral, com 82%, e pela física, com 80%.

A divulgação dos resultados ocorre na mesma semana do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. O conteúdo passa agora a compor o Mapa Nacional da Violência de Gênero, servindo de base para políticas públicas.

Como participar da audiência na CDH

A audiência pública contará com a participação de especialistas, ativistas e representantes de associações, como a Frente Nacional das Mulheres com Deficiência e o Instituto Maria da Penha.

O evento é interativo e aberto à sociedade.

FAQ – Perguntas Frequentes

Qual a taxa de violência contra mulheres com deficiência no Brasil?
Segundo o DataSenado, 38% das mulheres com deficiência já sofreram violência doméstica ou familiar, um número superior aos 25% registrados entre mulheres sem deficiência.

Quem são os principais agressores?
De acordo com o levantamento, 65% dos agressores nos casos de maior gravidade são maridos ou companheiros das vítimas.

Quais são os tipos de violência mais comuns relatados?
As formas mais frequentes são a violência psicológica (88%), a violência moral (82%) e a violência física (80%).

Como a população pode participar da audiência pública?
É possível enviar perguntas pelo número 0800 061 2211 ou participar ativamente por meio do Portal e-Cidadania.

Onde os dados da pesquisa serão integrados?
Os resultados passam a integrar o Mapa Nacional da Violência de Gênero, auxiliando no diagnóstico e na criação de políticas públicas voltadas a esse segmento.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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