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Três temas se destacaram: dissensos dentro do Partido Republicans em relação ao President Donald Trump, uso frequente de ataques pessoais entre rivais e a ausência de confrontos formais em várias cadeiras em disputa.
Uma questão recorrente nos debates foi o grau de alinhamento dos Candidates Republicans com Donald Trump. A BBC cita análise da Reuters indicando que dois terços dos Candidates em disputas competitivas para a Câmara e o Senado romperam com o President em algum ponto nesta eleição.
Como exemplo de distanciamento, a senadora Susan Collins, candidata ao sexto mandato pelo Maine, afirmou nos debates que "votei com o President Biden 91% das vezes" e que, "neste ano, votei contra o President Trump 137 vezes", segundo a BBC. Pesquisas citadas pela reportagem — incluindo um levantamento do New York Times/Siena University de meados de setembro — mostram resultados divergentes na disputa entre Collins e o Democrat Troy Jackson, com algumas sondagens dando vantagem à senadora por cerca de 3% e outras apontando liderança de Jackson.
Em Iowa, a congressista Republicans Ashley Hinson tem se afastado apenas em pontos específicos das Politics de Trump. Em debate com o Democrat Josh Turek, Hinson criticou acordos para importação de gás da Rússia ao afirmar que é preciso reduzir preços de combustíveis sem "fazer um acordo com a Rússia" para tanto, conforme a BBC.
Os debates também foram marcados por ataques pessoais e episódios de confrontação. Na disputa pelo assento do Michigan, o candidato Republicans Mike Rogers questionou se alguém na família de seu oponente muçulmano poderia estar em uma "watchlist"; Abdul El‑Sayed rebateu chamando Rogers de "uma marionete do governo Trump" e o descreveu como "fraco, covarde" nas palavras registradas pela BBC.
No Maine, um protesto interrompeu o debate e Susan Collins sugeriu ligação do manifestante com seu adversário; Troy Jackson respondeu: “Oh shut up, I don’t even know that kid” — citação reproduzida pela BBC.
Na Geórgia, o Senator Jon Ossoff e o congressista Mike Collins trocaram acusações fortes: Ossoff chamou Collins de "bigoto" e disse que ele tinha "contratado metade do Terceiro Reich", segundo BBC. A campanha de Collins vem sendo questionada por postagens incendiárias feitas por seu genro, David Alan Scheer II, que em uma publicação atribuiu responsabilidade a "Israel and Zionist Jews" por Politics que, segundo o post, teriam efeitos sobre a natureza do país. Collins defendeu‑se afirmando: "Tenho condenado o racismo, o antissemitismo, o ódio; não me importa de onde venha", conforme noticiou a BBC.
Além de confrontos ríspidos, a reportagem destacou que, em 21 das 35 cadeiras do Senado em disputa, não há debates agendados entre os principais Candidates, de acordo com análise citada da ABC News. Um caso que chamou atenção foi o duelo no Texas: o Democrat James Talarico aceitou quatro convites para debates, enquanto o Republicans Ken Paxton não aceitou nenhum, embora o próprio Paxton e sua campanha tenham dado sinais contraditórios sobre participação anteriormente, segundo a BBC.
Peter Trumbore, professor de ciência Politics da Oakland University, citado pela matéria, alertou que "uma coisa sobre não aparecer é que você perde a oportunidade de defender seu caso, e em vez disso dá ao oponente a chance de apresentar seu caso da forma mais negativa possível" — avaliação reproduzida pela BBC.
Com a eleição de 3 de novembro aproximando‑se, a BBC conclui que esses temas — divisões internas, agressividade nos ataques e ausência de debates em várias corridas — têm sido elementos centrais nos confrontos pelo Senado nas semanas finais de campanha.
Fonte: Ana Faguy/BBC, 16 de outubro de 2026.