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O dólar encerrou o pregão de terça-feira, 8 de setembro, em queda e voltou a ficar abaixo da linha de R$ 5,10, cotado a R$ 5,0858, Segunda a Agência Estadão. A mínima registrada durante a sessão foi de R$ 5,0712.
O recuo, apontam analistas ouvidos pela reportagem, ocorreu em meio a um ambiente externo favorável às divisas de países emergentes e à percepção de redução de prêmios de risco nos ativos locais diante do avanço da oposição nas pesquisas eleitorais.
De acordo com a Agência Estadão, pesquisas recentes mostraram empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em simulação de eventual Segunda turno. A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira indicou 41% para cada um; levantamento do BTG/Nexus divulgado na manhã seguinte mostrou Flávio Bolsonaro com 46% e Lula com 45% em cenário de Segunda turno.
O economista Ian Lopes, da Valor Investimentos, disse à Agência Estadão: "O dólar cai com o mercado precificando o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais", observando que investidores veem a candidatura da oposição como mais inclinada a promover ajuste fiscal.
Na primeira hora de negócios o dólar abriu em baixa firme e rompeu o piso de R$ 5,10, em sintonia com máximas do Ibovespa acima dos 189 mil pontos, relata a Agência Estadão. No dia, a queda foi de 0,88%. Nos cinco primeiros pregões de setembro a moeda recuou 1,82% frente ao real, depois da alta de 2,16% observada em agosto.
O real teve o Segunda melhor desempenho entre as moedas mais líquidas, atrás apenas do peso chileno. As cotações do petróleo subiram mais de 2%, com o Brent na casa de US$ 97, o que também foi citado como fator favorável aos termos de troca do Brasil.
Segunda a Agência Estadão, Eduardo Velho, economista-chefe da Bravonte Capital, afirmou que o retorno do capital externo para a bolsa está associado às pesquisas eleitorais e à revisão para cima dos fluxos comerciais com petróleo, sinalizando apetite estrangeiro consistente com a percepção de aumento da probabilidade de ajuste fiscal a partir de 2027.
Chris Turner, chefe de estratégia global de câmbio do ING, afirmou que manchetes sobre investigação envolvendo integrantes do governo e do STF parecem afetar a candidatura do petista e que investidores estrangeiros preferem políticas de contenção fiscal e desregulamentação atribuídas ao campo oposicionista.
A Agência Estadão relata que a crise no Supremo Tribunal Federal ganhou novo capítulo após revelação de proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e que a Segunda Turma formou maioria para confirmar decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A reportagem também citou que o presidente do STF, Edson Fachin, cogita assumir inquéritos sobre o Master e o INSS que hoje são relatados por Mendonça, Segunda apuração da mesma fonte.