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A atuação desses cidadãos é fundamental para o funcionamento do processo democrático. Eles são responsáveis por tarefas como localizar o nome do eleitor no caderno de votação, colher assinaturas e garantir a lisura do dia de votação, atuando como agentes honoríficos que exercem uma função pública temporária em nome do Estado.
Conforme informação divulgada pelo Senado Federal, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não consolidou o número final, mas Levantamento indicam que aproximadamente 1.969.060 pessoas já foram Convocados para trabalhar no primeiro turno, previsto para o dia 4 de outubro de 2026.
Cada seção eleitoral conta com uma mesa receptora composta por quatro integrantes, sendo um presidente, um primeiro mesário, um segundo mesário e um secretário. O presidente detém a autoridade máxima no recinto, sendo responsável por manter a ordem e acionar forças de segurança se necessário.
O trabalho, que ocorre de forma majoritariamente voluntária, exige que o Convocados compareça à seção às 7h da manhã para procedimentos como a instalação da urna e a emissão da zerésima. O encerramento das atividades ocorre apenas após as 17h, com a emissão dos boletins de urna.
Para integrar a equipe, existem critérios claros definidos pela legislação. Não podem ser mesários aqueles que integram diretórios de partidos políticos, candidatos ou seus parentes até segundo grau, servidores da Justiça Eleitoral e quem exerce cargo de confiança no Poder Executivo.
Caso haja necessidade de substituição no dia da votação, a legislação permite ao juiz eleitoral nomear um novo integrante entre os eleitores presentes, garantindo que a seção eleitoral não fique desfalcada durante o horário de votação.
Os mesários recebem benefícios como dois dias de folga para cada dia de convocação, auxílio-alimentação de R$ 65 por dia e, para estudantes universitários, a contagem de horas complementares. Além disso, o serviço pode ser um critério de desempate em concursos públicos, desde que previsto em edital.
O treinamento, que começou em 17 de agosto e segue até o dia 3 de outubro, é obrigatório e pode ser realizado de forma presencial ou pelo aplicativo Mesário, garantindo que todos estejam preparados para lidar com as rotinas do dia da eleição.
O engajamento dos cidadãos é visto por muitos como um ato de cidadania. Relatos de mesários experientes, como o servidor público Helton Apolinário, destacam a satisfação em contribuir para um processo eleitoral limpo e apartidário, reforçando que a participação voluntária fortalece a confiança no sistema de votação brasileiro.
1. Como posso me tornar um mesário voluntário?
O cadastro pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ou presencialmente em um cartório eleitoral.
2. O trabalho como mesário é remunerado?
Não há salário, mas o mesário recebe um auxílio-alimentação de R$ 65 por dia de convocação, além de folgas compensatórias.
3. Existe treinamento para quem é Convocados?Sim, o treinamento é obrigatório e pode ser feito de forma online pelo aplicativo Mesário ou presencialmente até a véspera da eleição.
4. O que acontece se um mesário não puder comparecer no dia?
O presidente da mesa comunica o juiz eleitoral, que pode remanejar integrantes ou nomear outro eleitor presente na seção para cobrir a ausência.
5. Estudantes podem usar a função como horas complementares?
Sim, os dias trabalhados como mesário podem ser contabilizados como horas complementares em cursos universitários, conforme as normas de cada instituição.