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Um júri declarou Caleb Flynn, 40, culpado pelo assassinato de sua esposa, Ashley Flynn, 37, que foi morta a tiros em sua casa em Tipp City, Ohio, em 16 de fevereiro deste ano. Flynn também foi considerado culpado das demais oito acusações que pesavam contra ele, entre elas homicídio agravado e obstrução de provas.
Os jurados deliberaram por menos de três horas antes de anunciar o veredito. Flynn agora enfrenta pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
De acordo com a acusação, Ashley Flynn foi atingida duas vezes na parte de trás da cabeça enquanto dormia. Inicialmente, Flynn disse à polícia que estava no quarto das filhas quando ouviu tiros e que encontrou a esposa morta após notar a porta lateral da garagem aberta; em outro momento ele afirmou não ter ido à garagem, segundo a promotoria.
Durante o julgamento, a promotoria apresentou imagens de câmeras corporais da polícia e registros de atividade do iPhone e do Apple Watch de Flynn próximos ao horário do crime. Foram ouvidas dezenas de testemunhas, incluindo agentes do Bureau of Criminal Investigations de Ohio.
Um agente declarou que vários aplicativos foram desinstalados do telefone de Flynn antes da morte de sua esposa, entre eles o Instagram e um aplicativo gerador de música por IA que, segundo a acusação, estava relacionado ao seu relacionamento com Alleigha Botner.
A promotoria chamou como testemunha Alleigha Botner, 24, com quem Flynn manteve um relacionamento enquanto ela era estagiária em sua igreja. Botner disse que manteve um relacionamento de cerca de 18 meses com Flynn e leu no tribunal trechos das trocas de mensagens entre eles.
Cerca de 100 mil mensagens trocadas entre os dois foram mencionadas no processo; em uma das mensagens, Flynn escreveu a Botner: “I was up until 4am last night crying, literally thinking of ways to kill her and not go to jail”; em outra, disse: “I just want her dead and gone”. Esses trechos foram apresentados pela acusação em audiência.
Também foi executada em juízo uma música — que, segundo a promotoria, Flynn teria escrito dedicada à mulher com quem mantinha o caso — e Botner chegou a explicar, verso a verso, a letra de uma canção gerada por inteligência artificial. Vídeo da reação do júri à música, com imagens que mostraram risos, tornou-se viral durante o processo.
O advogado de defesa, Patrick Mulligan, afirmou ao tribunal que não havia prova concreta ligando Flynn ao crime e disse que evidências de infidelidade não equivalem a prova de homicídio. Mulligan questionou a acusação sobre a ausência da arma do crime, afirmando: “They can’t find the gun, therefore they blame it on him?”.
Os argumentos finais terminaram na terça-feira, encerrando oito dias de depoimentos. A defesa não chamou testemunhas durante o julgamento.
O veredito foi proferido após a breve deliberação do júri; não há informação nas fontes consultadas sobre data de eventual sentença.