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Filiação de Kalil ao PDT pode influenciar estratégias do PT em Mi

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A filiação do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil ao PDT, nesta quarta-feira (15/10), é mais um ingrediente que pode complicar as articulações do PT para a disputa do governo de Minas no ano que vem. Isso porque Kalil, apesar de estar entrando em um partido com histórico de aliança com o PT, já declarou que não quer ser o candidato da esquerda no estado, o que fecharia uma porta no caso de o “plano A” do presidente Lula, o senador Rodrigo Pacheco (PSD), não se confirmar.

O movimento do ex-prefeito ocorre sete dias após o ministro Luís Roberto Barroso anunciar sua aposentadoria no Supremo Tribunal Federal (STF), reabrindo as especulações de que Pacheco poderia ser indicado para a vaga na Corte. Aliado do governo federal na aprovação de projetos importantes quando presidiu o Senado, o parlamentar ainda não confirmou a pré-canditatura a governador. Além disso, caso não seja indicado para o STF, haveria risco de ele retaliar o petista e não disputar a eleição.

Procurados por O TEMPO, interlocutores do PT seguem apostando na candidatura de Pacheco ao governo, mas não descartam buscar alianças com outra forças políticas no estado, incluindo Kalil. A presidente do partido em Minas, a deputada estadual Leninha, destacou que o PT “vai seguir construindo alianças com os partidos que estão na base de Lula”. “Estamos abertos a diálogos, tendo como principal foco a reeleição de Lula como presidente. O PT está sempre aberto a alianças estratégicas, ressaltando que o que norteia qualquer negociação do PT-MG são elementos objetivos: quem fortalece a aliança em torno da reeleição presidencial”, disse a deputada.

O problema é que a relação do PDT com o governo federal está estremecida desde que o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, deixou o Ministério da Previdência por conta do escândalo dos descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.

O deputado federal Rogério Correia afirmou que a candidatura de Pacheco ao Executivo mineiro é um consenso na cúpula do partido, mas não descartou a possibilidade de o PT dialogar com o ex-prefeito. “Kalil, indo para o PDT, vamos conversar com ele, evidentemente. Mas vamos esperar. Estamos trabalhando pela candidatura do Pacheco”, afirmou o parlamentar.

Para o presidente do partido em Belo Horizonte, Guima Jardim, o senador não deve ser indicado ao STF, mas, caso ele não esteja mais na disputa, o PT teria condições de sustentar tanto uma candidatura própria quanto apoiar o nome de um aliado. “Tudo que for para fortalecer e garantir a (reeleição à) Presidência do Lula e flertar com a derrubada de (vice-governador, Mateus) Simões (Novo), será bem vindo”, declarou o presidente municipal da sigla.

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