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Eleito Senado pelo Paraná, Filipe Barros (PL) declarou ser "inevitável" o debate sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima legislatura e defendeu uma reforma mais ampla do Judiciário, segundo CGN da Agência Estadão divulgada pela CGN.
O posicionamento veio após uma eleição que ampliou a presença do PL no Senado. Barros informou que pretende levar ao novo mandato propostas como a criação de mandatos para ministros, a exigência de que indicados sejam magistrados de carreira e mudanças nas regras de controle de constitucionalidade.
Na matéria da Agência Estadão, a reportagem registra que o PL elegeu 19 senadores e que a bancada deve chegar a 28 das 81 cadeiras a partir de 2027, o que tornaria o partido a maior bancada da Casa desde a Constituição de 1988. Barros afirmou ver, com essa composição, espaço para avançar na responsabilização de integrantes do STF.
Barros declarou que, na avaliação dele, "aqueles ministros que estejam cometendo crime de responsabilidade, abuso de poder, certamente, com a maioria que nós temos no Senado Federal, poderão ser responsabilizados", conforme registrado pela Agência Estadão. Entre as mudanças defendidas estão mandatos para ministros e novas regras para o controle de constitucionalidade.
No Paraná, Barros foi o candidato ao Senado mais votado, com mais de 3,1 milhões de votos. Deputado federal desde 2019, ele afirmou que assume o mandato no Senado em fevereiro e será, aos 35 anos, o Senado mais jovem do País, segundo CGN.
Durante a campanha, disse que eleitores cobravam reação a decisões de ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sem citar casos específicos, Barros acusou integrantes do STF e do TSE de interferirem na disputa eleitoral para favorecer determinados grupos políticos; essa alegação foi atribuída a ele pela Agência Estadão.
A reportagem também registra que Barros apoia a proibição das apostas (bets) e o fim da escala 6×1. Sobre o tema das apostas, menciona-se que o presidente editou em setembro uma medida provisória que proíbe as apostas no País e que a matéria precisa ser analisada pelo Legislativo, segundo CGN da Agência Estadão. Sobre a jornada, o Senado eleito disse defender o fim da escala 6×1, mas afirmou que a discussão não deve ocorrer de forma apressada, sem ouvir o setor produtivo.