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Fim da escala 6×1: como setores de funcionamento ininterrupto se preparam para a mudança na jornada de trabalho

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A transição para a jornada 5×2 e o fim da escala 6×1 impõem desafios operacionais para setores que não podem parar suas atividades durante a semana

A proposta de emenda à Constituição que visa o fim da escala 6×1 ganhou tração no Senado, com a possibilidade de reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 42 horas semanais. O texto, que também prevê a adoção gradual da escala 5×2, busca garantir dois dias de descanso semanal aos trabalhadores brasileiros.

O relatório da PEC foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no dia 2 de setembro de 2026. A votação definitiva no plenário, contudo, deve ocorrer apenas após o período eleitoral, conforme informação divulgada pelo portal Banda B.

Essa mudança impacta diretamente setores que operam sem interrupções, como hospitais, restaurantes e o varejo. A necessidade de reorganizar turnos e garantir a cobertura de escalas exige um planejamento estratégico para evitar prejuízos operacionais ou o encarecimento de serviços essenciais.

Impactos no comércio e serviços

O setor de comércio e serviços é um dos mais expostos, já que muitos estabelecimentos funcionam todos os dias da semana. Segundo a Fecomercio-SP, cerca de 13,8 milhões de trabalhadores em serviços e 9,1 milhões no varejo cumprem jornadas de até 44 horas semanais.

A Entidades calcula que a redução para 40 horas semanais poderia elevar os custos anuais da folha de pagamento em R$ 76,9 bilhões nos serviços e R$ 30,4 bilhões no varejo. Representantes do setor alertam que a necessidade de novas contratações para cobrir as folgas adicionais pode pressionar os preços ao consumidor.

Desafios para bares, restaurantes e shoppings

Bares e restaurantes enfrentam um cenário complexo devido à alta rotatividade e à dificuldade de mão de obra. A Abrasel estima que manter o horário atual com jornadas reduzidas pode elevar os gastos com funcionários em cerca de 20%, o que poderia resultar em reajustes de 7% a 8% nos preços dos serviços.

Nos shoppings centers, a preocupação é com a viabilidade econômica.

Saúde e construção civil em foco

Hospitais e clínicas operam em regimes ininterruptos, utilizando escalas como 12×36 ou 24×48. A PEC preserva a possibilidade de manter esses modelos, mas a redução da jornada geral exigirá uma redistribuição rigorosa de turnos e possíveis contratações em áreas críticas de emergência.

Adaptação na indústria e categorias diferenciadas

Setores como a indústria de máquinas já possuem cerca de 90% das empresas operando em escala 5×2, mas a redução para 40 horas ainda geraria custos adicionais de cerca de 12,7% em 2027. Já categorias como bancários e metalúrgicos tendem a sentir menos efeitos, visto que muitos já operam com jornadas reduzidas ou possuem acordos coletivos específicos.

Perguntas frequentes sobre o fim da escala 6×1

1. Quando a mudança para o fim da escala 6×1 deve começar? A PEC prevê uma transição gradual entre 2026 e 2027, caso aprovada pelo plenário do Senado.

2. A escala 12×36 dos hospitais será proibida? Não, a proposta preserva a possibilidade de escalas diferenciadas, como a 12×36, para atividades que exigem funcionamento ininterrupto.

3. O custo de produtos e serviços vai subir? Entidades empresariais, como Abrasel e Fecomercio-SP, alertam que a contratação de novos funcionários para cobrir as folgas pode pressionar os preços ao consumidor final.

4. Quem menos sentirá os efeitos da nova jornada? Categorias que já possuem jornadas reduzidas por lei ou convenção coletiva, como bancários e parte dos metalúrgicos, tendem a ter uma adaptação mais simples.

5. Qual é o principal objetivo da redução da jornada para 40 horas? Defensores da proposta argumentam que a medida reduz o desgaste físico, o adoecimento e a rotatividade de funcionários, além de elevar a produtividade a longo prazo.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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