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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quarta-feira, dia 21 de outubro de 2026, que as instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas para a nova fase do programa. O processo de habilitação dos bancos começa nesta quinta-feira, com a publicação do edital de chamamento.
A iniciativa, conhecida como Desenrola 3.0, visa criar condições para que consumidores consigam regularizar seus débitos financeiros. Conforme informação divulgada pela Empresa Brasil de Comunicação, o governo pretende estruturar o leilão para priorizar faixas de renda menores e microempreendedores individuais.
Apesar do alto volume de dívidas, o custo máximo estimado para a União adquirir esse montante é de até R$ 9 bilhões. Esse valor é possível devido à exigência de um deságio mínimo de 90% sobre o valor nominal das carteiras de crédito que serão ofertadas pelos credores no mercado.
O processo de participação será dividido em fases operacionais bem definidas. Primeiramente, haverá o chamamento público para bancos, instituições financeiras e fundos de investimento. Em seguida, os credores terão um prazo de cinco dias úteis para informar quais débitos são elegíveis segundo as regras do programa.
Após essa etapa de coleta de dados, o Ministério da Fazenda realizará a análise do volume apresentado, com a devida separação por faixas de renda. A previsão é que o leilão ocorra em novembro, com possibilidade de ser postergado para o início de dezembro, dependendo do andamento das tratativas.
Para serem elegíveis ao Desenrola 3.0, as dívidas precisam cumprir requisitos específicos estabelecidos pelo governo. Estão incluídos débitos de até R$ 10 mil, considerando o valor original da Dívidas, com atrasos que variam entre 720 e 1.645 dias, o que corresponde a um período de dois a quatro anos e meio.
O programa abrange dívidas de cartão de crédito, incluindo modalidades rotativas e parceladas, além de crédito pessoal sem consignação em folha. O objetivo central é limpar o nome de pessoas físicas e MEIs, facilitando o retorno ao mercado de crédito com condições mais acessíveis.
O governo federal ressalta que, neste momento, os consumidores não precisam procurar os bancos. O procedimento atual é apenas uma chamada para medir o interesse dos credores. Após o leilão, as dívidas compradas pela União serão repassadas aos devedores com os descontos obtidos, permitindo pagamentos à vista ou parcelados.
O ministro Dario Durigan reforçou que o Desenrola é uma política de Estado permanente. O governo ainda vai definir as taxas e prazos de pagamento junto ao Conselho Monetário Nacional, garantindo que o programa continue sendo uma ferramenta eficaz no combate ao endividamento das famílias brasileiras.
1. Preciso procurar o meu banco agora para renegociar? Não. Esta fase é apenas um chamamento para que os bancos apresentem as carteiras de dívidas ao governo.
3. Qual o desconto mínimo exigido? O programa exige um deságio mínimo de 90% sobre o valor nominal da Dívidas original.
4. Quanto será o leilão das dívidas? A previsão é que o leilão ocorra em novembro de 2026, podendo ser adiado para o início de dezembro.
5. O programa é voltado apenas para pessoas físicas? Não, o Desenrola 3.0 também contempla microempreendedores individuais (MEIs) elegíveis às regras.