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Guarda municipal de Curitiba é denunciado por perseguir, ameaçar e tentar estuprar adolescentes

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MPPR denuncia guarda municipal de Curitiba por perseguição, importunação sexual, ameaça e tentativa de estupro; MP pede R$ 50 mil a cada vítima.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou um guarda municipal de Curitiba por perseguir, ameaçar e tentar estuprar adolescentes, segundo a própria denúncia. O homem, de 34 anos, abordou vítimas de 13 a 17 anos em ruas dos bairros Alto da Glória, Ahú e Centro; ele está preso preventivamente e teve o nome preservado.

Conforme o MPPR, foram ao menos seis crimes praticados entre julho e agosto contra cinco meninos nas imediações da Rua Mauá, do Estádio Couto Pereira e do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes.

Como as abordagens ocorreram

De acordo com as investigações citadas pelo MPPR, o suspeito usava um patinete elétrico motorizado para se aproximar das vítimas, perguntava a idade e onde moravam e oferecia dinheiro em troca de atos libidinosos. Em algumas abordagens, ele teria mostrado uma faca e uma arma de fogo e ameaçado os adolescentes, dizendo que sabia o percurso que faziam diariamente.

Acusações formais

O guarda foi denunciado pelos crimes de perseguição (stalking), importunação sexual, ameaça e tentativa de estupro de vulnerável. O Ministério Público também requereu o pagamento de R$ 50 mil a cada uma das vítimas a título de danos morais.

Prisão e episódio separado com disparo

O suspeito foi preso em flagrante no fim de agosto, por tentativa de homicídio, após atirar contra o padrasto de uma das vítimas quando foi confrontado, informou a Polícia Militar (PM-PR). O disparo atingiu o abdômen do homem, que foi socorrido e encaminhado a um hospital. Esse episódio não foi incluído na denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais Contra Crianças e Adolescentes, pois é avaliado por outra promotoria.

Posição da Prefeitura e orientações

A Prefeitura de Curitiba informou que determinou a suspensão preventiva do guarda, que estava de folga no momento das ocorrências, e que a arma da corporação que estava sob sua responsabilidade foi apreendida. "A Corregedoria acompanha o caso desde o início e adotará, com rigor, todas as medidas cabíveis. A Guarda Municipal não tolera qualquer conduta incompatível com a função Público", diz a nota.

O MPPR não descarta a existência de outras vítimas e orienta que quem tiver informações ou desejar representação procure a 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais contra Crianças e Adolescentes de Curitiba pelos telefones (41) 3251-6745 e (41) 98861-3230, pelo e-mail curitiba.infracoespenaiscontracriancas1@mppr.mp.br ou presencialmente na Avenida Anita Garibaldi, 750, Cabral.

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fabioaugusto
REDAÇÃO: UBIRATÃ ONLINE - FÁBIO AUGUSTO CELESTINO

Desde 2003 trabalhando com notícias.

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