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Conforme informação divulgada pela Banda B, a decisão poderá determinar se a ex-parlamentar será enviada de volta ao território brasileiro para o cumprimento da pena de cinco anos e três meses de prisão. A sentença foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao episódio em que Zambelli perseguiu um homem com uma arma em punho, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Esta nova etapa processual ocorre após a Corte de Cassação italiana identificar falhas na tramitação anterior, o que resultou na anulação do procedimento e na determinação de que o caso retornasse à Primeiro instância. A defesa de Carla Zambelli, por sua vez, mantém o recurso contra a autorização de extradição que havia sido concedida anteriormente, em abril de 2026.
Em julho deste ano, a Corte de Cassação, que atua como instância máxima da Justiça na Itália, anulou a decisão da Corte de Apelação de Roma, que inicialmente havia sido favorável ao envio da ex-deputada ao Brasil. O caso atual é o segundo pedido de extradição analisado pelas autoridades italianas ao longo de 2026.
O primeiro pedido, que envolvia a condenação de dez anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi rejeitado em maio. Naquele ocasião, os magistrados italianos apontaram questionamentos sobre a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal.
O advogado Eduardo Maurício, que representa Carla Zambelli, sustenta a tese de que a Justiça italiana deve negar também este novo pedido. A defesa alega que o processo brasileiro carece de garantias processuais fundamentais e que as condenações seriam motivadas por perseguição política e parcialidade dos ministros envolvidos nos casos.
Para viabilizar o retorno, o governo brasileiro apresentou garantias formais às autoridades italianas. Entre elas, consta a promessa de que a ex-deputada cumprirá a pena na Penitenciária Feminina de Brasília, com assegurado acesso a advogados, familiares e à representação diplomática da Itália durante o período de reclusão.
A condenação em questão refere-se ao episódio ocorrido em São Paulo, onde Zambelli discutiu com o jornalista Luan Araújo e o perseguiu pelas ruas do bairro dos Jardins portando uma pistola. O STF condenou a então deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
O ministro Gilmar Mendes, relator do processo, enviou documentos complementares para reforçar a regularidade das condenações. A expectativa é que a audiência de 29 de outubro defina os próximos passos da disputa jurídica, que já permitiu a soltura da ex-deputada em maio, após a rejeição do primeiro pedido de extradição.
1. Quando será o novo julgamento de Carla Zambelli na Itália? A audiência está marcada para o dia 29 de outubro de 2026.
2. Por que a Justiça italiana anulou a extradição anterior? A Corte de Cassação identificou problemas na tramitação do processo e determinou que ele voltasse para análise em Primeiro instância.
3. Qual é a condenação que motivou este pedido de extradição? Refere-se à perseguição armada contra o jornalista Luan Araújo, em 2022, pela qual ela foi condenada a cinco anos e três meses de prisão.
4. O que o Brasil prometeu para garantir a extradição? O governo brasileiro garantiu que ela será mantida na Penitenciária Feminina de Brasília e terá acesso a advogados e à representação diplomática italiana.
5. Carla Zambelli já foi presa na Itália? Sim, ela esteve detida em Roma desde julho de 2025, sendo liberada em maio de 2026 após a rejeição do primeiro pedido de extradição relacionado ao caso do CNJ.