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O Partido Novo protocolou nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, um pedido de arquivamento da investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, segundo CGN da Agência Estado Publicado na CGN.
A legenda afirma que os relatórios apresentados pelo ministro Alexandre de Moraes para abrir a apuração contêm inconsistências e ilegalidades, e cita ausência de datas e assinaturas, falta de timbre da Polícia Federal e suspeita de redação por inteligência artificial.
No pedido protocolado no dia 4 de setembro, o Novo argumenta que o relatório utilizado para instaurar o procedimento não tem elementos formais mínimos e que documentos apócrifos não podem servir como único fundamento para abertura de investigação. No texto dirigido a Alexandre de Moraes, a legenda afirma: "Tais pontos revelam que o pedido de investigação formulado pelo Ministro Alexandre de Moraes contra o Ministro André Mendonça viola uma regra básica relativa ao regime jurídico de deflagração de persecução penal: a impossibilidade de denúncia anônima ou documento apócrifo servir como único elemento de informação ou de prova embasador da abertura de Inquéritos ou de qualquer outro procedimento investigatório criminal."
A reportagem informa que as páginas do relatório não estão em papel timbrado da Polícia Federal e não trazem indicação clara do órgão responsável pela elaboração. Conforme revelou o Estadão, o documento se autodefine como sem valor probatório. Um ofício assinado pelo diretor-geral da Polícia Federal e endereçado a Alexandre de Moraes aponta que os relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto a pedido do próprio ministro; a decisão que motivou a apuração tem data de 1º de setembro, aponta a reportagem.
Segundo a Agência Estado, a investigação foi inicialmente vinculada ao Inquéritos das fake news, aberto de ofício há mais de sete anos e sem objeto definido. A matéria afirma que o instrumento é considerado ilegal e tem sido usado para perseguir adversários de Alexandre de Moraes, relator do caso. Na manhã de sexta-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, anunciou que apartou a tramitação do processo contra Mendonça das apurações sob relatoria de Moraes e colocou o caso sob a relatoria da presidência do tribunal.
O presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, declarou que uma investigação de Estado não pode partir de elementos cuja origem esteja sob suspeita e defendeu que o Supremo deve exigir esclarecimentos para preservar a legalidade, segundo CGN da Agência Estado.